Desemprego continua no alto

Em 2017, a crise econômica entrou no terceiro ano com perda do PIB per capita (-9,1%) e mais de 14 milhões de desempregados, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O país “patina” na recessão. As medidas adotadas pelo governo Temer, de aprofundamento do ajuste, desmonte da estrutura produtiva e venda de patrimônio, sustentadas pelo discurso de “Estado Mínimo”, e a aplicação de uma agenda de reformas, rejeitada em quase todo o mundo, têm levado a economia a retroceder a indicadores dos anos 1990.

No mercado de trabalho, nos últimos meses, a taxa de desemprego, medida pelo IBGE, por meio da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), caiu. Entre maio e julho, ficou em 12,8%, redução de 0,8 ponto percentual em relação ao trimestre fevereiro-abril (13,6%).

Muita gente comemora esse e alguns outros resultados, como se a crise estivesse para trás. Entretanto, vários fatores permitem dizer que isso não é bem verdade, entre eles: o resultado parece mais uma acomodação do desemprego em alto patamar do que retomada da geração de empregos, pois essa melhora costuma acontecer no segundo semestre de cada ano, quando a atividade ganha mais força; o IBGE mede só o desemprego aberto, ou seja, aquele que fica oculto por causa de bicos ou procura descontinuada não aparece na pesquisa.

Tão grave quanto o desemprego, ainda, é que os poucos postos de trabalho gerados são, na maioria, precários.

Clemente Ganz Lúcio
Diretor Técnico do DIEESE e
membro do CDES
(Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social)

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