Ministério do Trabalho acéfalo

A polêmica que envolve o nome da deputada Cristiane Brasil, desde o primeiro momento em que ela foi indicada para assumir o Ministério do Trabalho, é um dos trágicos episódios de uma série de atitudes de desmantelamento da pasta.

Não é de hoje que denunciamos a precarização e o sucateamento do Ministério do Trabalho. Isso porque o mal funcionamento do órgão reflete diretamente na vida dos trabalhadores. Um exemplo é o abismo que existe entre acidente de trabalho e fiscalização. Mostramos isso em recente levantamento, que mostra que a cada 20 dias acontece um acidente que provoca amputação e/ ou morte, nas metalúrgicas da região de Osasco.

Isso é resultado de um Ministério relegado ao segundo, terceiro plano, e, da mesma forma, suas gerências regionais. Um Ministério que já foi uma das maiores prioridades de governo, como na época de Getúlio Vargas, hoje agoniza sem um chefe e uma política de enfrentamento aos mandos patronais. E, para completar, tudo isso como moeda de troca para aprovar a reforma da Previdência, ou seja, para retirar mais direitos.

Mas, não é de se estranhar tal conduta do governo Temer. Na verdade, ela se alinha com as demais políticas dele, especialmente, com a reforma trabalhista. Um ministério acéfalo, junto ao pretenso enfraquecimento dos sindicatos, convêm a aplicação de uma legislação que dá aos patrões tudo e aos trabalhadores, nada. Também mostra a mediocridade do empenho e do compromisso do governo Temer com o combate ao desemprego. Temer desmonta e destrói as estruturas que podem dar sustentação a luta por direitos.

Cobramos a indicação de um novo ministro e que este tenha a moral, a conduta, a ética e o currículo à altura de uma pasta que é tão crucial para a vida dos trabalhadores e para o desenvolvimento nacional.

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