| Publicado em: 06/12/2016

Centrais criticam reforma da Previdência e planejam atos

A proposta do governo para a reforma da Previdência apresentada nesta terça-feira, 6, em entrevista coletiva, não agradou as centrais sindicais, que já preparam mobilizações contra as mudanças. A proposta dificulta o acesso do trabalhador à aposentadoria, isso porque eleva a idade mínima para 65 anos e aumenta o tempo mínimo de contribuição de 15 para 25 anos.

Para as centrais sindicais, a idade mínima é injusta, principalmente para aqueles trabalhadores que começam a trabalhar mais cedo. “Estamos de acordo que tem que ter uma reforma para todo mundo. Não pode ter privilégios. Mas não pode ter injustiças. Eu deixei claro para ele [Temer] que ele não contará com o apoio da Força Sindical para aprovar isso no Congresso”, afirmou o presidente da Força Sindical, Paulinho da Força.

João Carlos Gonçalves, o Juruna, que é secretário-geral da Força Sindical, disse que a mobilização dos trabalhadores será fundamental para barrar injustiças. “A mudança da Previdência, para melhor, precisará de mobilizações”, disse. Segundo ele, “não bastarão conversas no Congresso, as centrais sindicais precisam fazer o seu papel, questionar as propostas e mobilizar os trabalhadores.”

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Centrais sindicais já planejam mobilizações contra a proposta de reforma na Previdência anunciada pelo governo de Temer

Em nota, o presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Vagner Freitas, disse que “a CUT jamais irá aceitar que desiguais sejam tratados de forma igual, como pretende o governo do ilegítimo e golpista Michel Temer (PMDB-SP)”.

Representantes das centrais sindicais se reuniram na segunda-feira, 5, com membros do governo, no entanto, não receberam detalhes da proposta. “A apresentação foi muito rápida, sem margem para discussão, numa postura intransigente na base do ‘coma assim ou passe fome’”, criticou em nota Carlos Ortiz, presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos.

Como é hoje? Atualmente, não há uma idade mínima para os trabalhadores se aposentarem. Eles podem pedir a aposentadoria com 30 anos de contribuição (mulheres), e 35 anos (homens). Para receber o benefício integral, é preciso atingir a fórmula 85 (mulheres) e 95 (homens), que é a soma da idade e o tempo de contribuição.

 

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