| Publicado em: 07/02/2018

Oposição obstrui pauta para dificultar reforma da Previdência

O Plenário da Câmara dos Deputados não conseguiu votar nesta terça-feira, 6, as duas medidas provisórias que estavam na pauta da primeira sessão de votações do ano legislativo: a que alonga o prazo para investimentos das empresas em rodovias federais objeto de concessão (MP 800/17) e outra sobre renegociação de dívidas de entes federativos com a União (MP 801/17).

Partidos de oposição ao governo Temer lideraram uma obstrução para marcar posição contrária à reforma da Previdência. O deputado Ivan Valente (Psol-SP) disse que esta será a postura do partido no decorrer deste ano. “A bancada do Psol está em obstrução total nesta Casa até a retirada, pelo governo, da reforma da Previdência. Nada passará”, disse.

À tarde, um grande ato na Câmara dos Deputados reuniu lideranças sindicais do campo e da cidade, populares, estudantis e políticas para advertir a base governista que a sociedade brasileira não aceita a reforma da Previdência.  Presidida pelo senador Paulo Paim (PT/RS), a manifestação contou com a presença da presidenta nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann e do líder do PT no Senado, Lindbergh Farias, além de representantes de diversos partidos do campo democrático e popular, como o PCdoB, PSol, PSB, entre outros.

Guilherme Boulos, do MTST, disse que esse governo não tem “autoridade política” para fazer nenhuma reforma e que foi desmentido pela CPI que provou que a previdência não é deficitária, argumentando que o problema é de gestão e sonegação. Falando em nome do MST, Alexandre Conceição afirmou que a reforma proposta pelo governo vai levar as mulheres trabalhadoras rurais de volta ao trabalho escravo. “O que pode tornar a Previdência insustentável não é a garantia de direitos, e sim a sonegação dos grandes empresários e a política criminosa de ajuste econômico, que gera desemprego!”

Dia Nacional de Lutas  – As centrais sindicais articulam para o próximo dia 19, uma Dia Nacional de Lutas para denunciar mais esta ofensiva sobre os direitos dos trabalhadores e pressionar o Congresso a não votar essa reforma.

Acesse aqui Cartilha da CPI da Previdência que mostra que déficit é mentira.

[com informações Ag. Câmara e site senador Paulo Paim]

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