| Publicado em: 08/03/2017

Mulheres marcham em Osasco contra retirada de direitos

Era um pouco mais das 8h da manhã, quando nesta quarta-feira, 8, Dia Internacional da Mulher, companheiras e companheiros do nosso Sindicato, junto aos de outras categorias e entidades de Osasco, chegaram à estação de trem da CPT, em Osasco, para marchar contra as reformas trabalhistas e da Previdência, e pelo retorno da Coordenadoria da Mulher, Igualdade Racial e Diversidade Sexual.

No pé da escada da estação, Maria de Fátima Alves do Nascimento, de quase 60 anos, assistia à organização das mulheres, que explicavam para a população o motivo do ato. “É importante mostrar que as reformas que estão sendo colocadas em votação atingem a toda classe trabalhadora, por isso que hoje é dia de luta contra quaisquer retrocessos”, destacou Cida Lopes, da Frente Brasil Popular.

A diretora do Sindicato dos Comerciários de Osasco, Ana Rapini, apresentou os principais pontos da reforma da Previdência, que fixa a idade mínima de 65 para requerer aposentadoria, para homens e mulheres, e eleva o tempo mínimo de contribuição de 35 para 40 anos para que o trabalhador tenha acesso ao benefício integral. “Essa reforma atinge principalmente as mulheres, mas também atinge as pessoas que já estão aposentadas e àquelas que recebem o benefício de prestação continuada, por isso que todos têm que vim para a rua, para mostrar a nossa unidade de luta contra a retirada de direitos”, enfatizou.

Fátima, ainda no pé da escada, escutava tudo atentamente e soltou: “É isso aí: temos que lutar pelos nossos direitos mesmo”. Estava ali esperando os ponteiros do relógio correr mais um pouco para então seguir para seu trabalho. A vida toda trabalhou como diarista e hoje, quase aos 60 anos, não tem a carteira registrada. “De uns tempos para cá comecei a pagar o “carnezinho” para um dia poder me aposentar, agora a minha patroa, a dona Miriam, faz isso por mim”, relatou ela, que confessou que nem sabe se um dia vai conseguir se aposentar mesmo.

“Somos discriminadas a todo momento. Eu, por exemplo, nunca trabalhei registrada. Os políticos estão devagar demais, a gente já não tem muitos direitos e, agora, querem piorar mais”, reclamou ela, que só não seguiu na marcha com medo de perder a diária.

Ato – Pelas as ruas de Osasco, as sindicalistas e representantes de movimentos sociais também alertaram a população sobre os prejuízos que os trabalhadores terão se as reformas trabalhistas e previdenciária forem aprovadas. Com faixa, cartazes e carros de som, também chamaram a atenção pela necessidade de lutar pela retomada da Coordenadoria da Mulher, Igualdade Racial e Diversidade Sexual.

Para marcar a resistência contra o encerramento das atividades da Coordenadoria, a marcha de mulheres seguiu em direção a prefeitura de Osasco, mas antes fez uma parada na Câmara dos vereadores. Já em frente à prefeitura, fecharam duas faixas da rua e informaram motoristas, pedestres e servidores públicos sobre a importância de a cidade ter uma Coordenadoria da Mulher, Igualdade Racial e Diversidade Sexual, que teve as atividades encerradas em fevereiro, depois da posse do atual prefeito, Rogério Lins.

“O fechamento da Coordenadoria foi uma afronta, foi um desrespeito aos nossos direitos e isso nós não vamos aceitar. Um prefeito não pode governar só para uma parte da sociedade, ele precisa governar para todos. Tem que respeitar a demanda das mulheres, dos negros, dos LGBTs (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros)”, destacou nossa diretora Gleides Sodré, que também é presidente do Conselho Municipal da Mulher de Osasco.

Criada em 2005, a Coordenadoria funcionava com o objetivo de elaborar, propor e programar ações, programas e projetos de políticas públicas para voltada para mulheres, bem como para a promoção da igualdade racial. Mais tarde, em 2014, também tomou para si a reponsabilidade de discutir e propor políticas públicas voltadas também para a questão da diversidade Sexual.

O ato foi encerrado em frente à prefeitura sem a presença do prefeito, que estava numa atividade fora, mas com a promessa de as representantes do Conselho retornar com a pauta: o retorno da Coordenadoria.

Maria de Fátima, que nestas alturas já devia ter dado um bom “tapa” na casa da patroa, não deve saber que a Coordenadoria é um forte braço das mulheras, negros e do LGBT na luta pela igualdade de direitos, por isso a importância de mantê-la na cidade. 

 

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