Só a luta pode derrubar reformas dos patrões

Uma reforma trabalhista feita pelos lobistas a serviço dos empresários encontrou no relator Ricardo Ferraço (PSDB-ES) um fiel defensor. Foi ele o encarregado de examinar o projeto para emitir seu parecer aos membros da CAE (Comissão de Análises Econômicas) do Senado, parecer este que vai a votação nesta terça-feira, 6.

É a reforma dos patrões. Isso fica evidente pelo tipo de mudanças pretendidas e também com levantamentos como o feito pelo site The Intercept Brasil, que analisou o projeto enquanto ele ainda estava na Câmara dos Deputados. A constatação é de que 34% das 850 emendas apresentadas foram redigidas nos computadores de confederações patronais, como a do Transporte, das Instituições Financeiras e da Indústria.

A reforma tem um objetivo muito claro: prejudicar os trabalhadores, fragilizar para que empresários possam manipular sua força de trabalho a seu bel prazer. Para isso, a flexibilização de direitos, o enfraquecimento dos sindicatos e da Justiça do Trabalho são pilares de sustentação.

Não vamos permitir. Por isso, estamos junto com as centrais sindicais na preparação de uma greve geral ainda mais forte que aquela realizada no dia 28 de abril. O momento requer unidade e força dos trabalhadores. Medidas como alteração na legislação trabalhista e também na Previdência não podem passar dessa forma, sem diálogo com a sociedade e anda definidas por um Congresso e um presidente com legitimidade duvidosa.

A luta é para que as reformas saiam da pauta e por eleições diretas. As duas reivindicações são plenamente conectadas, porque qualquer sucessor de Temer pela via indireta vai dar sequência ao projeto de destruição de nossos direitos.

Jorge Nazareno
Presidente do Sindicato dos
Metalúrgicos de Osasco e Região
jorginho@sindmetal.org.br

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