Não podemos baixar a guarda

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou na segunda-feira, 7, que quer votar a reforma da Previdência até o início de setembro. Em entrevista concedida à rádio CBN, Maia disse que pretende colocar o projeto em votação em setembro, o mesmo projeto do governo, sem alterações sugeridas pela comissão especial.

Ou seja, companheiros, o governo Temer quer dar a reforma da Previdência o mesmo ritmo adotado para a reforma trabalhista: o ritmo do rolo compressor. Querem levar a votação um texto que não leva em consideração a realidade das contas da Previdência e do povo brasileiro, tampouco as sugestões dos parlamentares contrários a tamanho estrago na vida dos trabalhadores.

Perante ao mercado financeiro, esse ritmo acelerado e antidemocrático dá a Temer as condições mínimas de se manter no poder, mesmo com uma impopularidade histórica. Esse projeto somente poderá ser brecado com o povo nas ruas, com manifestações nos locais de trabalho, nos bairros, avenidas, em todas as cidades do país.

Temos de endurecer a resistência também para evitar que a reforma trabalhista seja colocada em prática e essa luta tem de ser feita fábrica a fábrica, numa aliança estreita entre os companheiros e companheiras com o Sindicato. A cada tentativa de impor um acordo individual ou coletivo que rebaixe direitos, temos de responder com greve, manifestações, muita firmeza porque o ataque patronal vai ser muito pesado contra nós.

E um dos principais ataques é contra o direito de organização. Experiências internacionais como a enfrentada pelos companheiros da Nissan, no Mississipi (EUA), é um alerta do quanto a ousadia patronal pode ir longe. Fiquem alertas companheiros: não podemos baixar a guarda.

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