| Publicado em: 11/09/2017

PLR na Eletroluminar é resultado da ação organizada dos trabalhadores

A reforma trabalhista busca destruir a organização dos trabalhadores, dentro e fora das fábricas. Mas a luta para impedir que a precarização seja aplicada depende fundamentalmente do fortalecimento do Sindicato e da organização no local de trabalho. É o que prova o processo que resultou no acordo de PLR (Participação nos Lucros e Resultados), conquistado pelos companheiros da Eletroluminar, em Vargem Grande Paulista, no qual a organização dos  companheiros junto ao Sindicato e o trabalho do delegado sindical Celso Rodrigues do Prado, 40 anos, foram os grandes diferenciais.

Organização dos trabalhadores foi fundamental para a conquista de mais uma PLR

Há oito anos delegado sindical na Eletroluminar, Celso é um braço direito do Sindicato dentro da fábrica. Nas negociações de PLR, por exemplo, é sempre atuante e não deixa a peteca cair. “Já fiz dois cursos oferecidos pelo Sindicato, os quais também falaram sobre negociação de PLR. Foi um grande apoio que o Sindicato me deu para ter um direcionamento”, explica.

Ameaças – O companheiro compreende a importância da organização no local de trabalho, e sabe que ela corre risco com a reforma trabalhista. “Não estamos protegidos com esta lei [reforma trabalhista]. A gente vai ficar vulnerável, mas temos que continuar batalhando e não desistir dos nossos direitos. Temos que resistir e apostar ainda mais na unidade”, ressalta.

E os prejuízos da reforma trabalhista à organização e conquistas ao longo da história de luta dos trabalhadores são muitos, principalmente em relação a atuação dos sindicatos, que já rendeu importantes avanços, com destaque para a redução gradual da jornada de trabalho, de 16 para 8 horas, o 13º salário, o seguro desemprego, as férias. Para que tudo isso não se perca, o companheiro aposta na organização da classe trabalhadora. A estratégia é manter a mobilização, resistir e conversar com os trabalhadores para tentar fazer o possível para o Sindicato continuar ativo e forte dentro e fora das fábricas”, alerta Celso.

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