| Publicado em: 28/08/2017

Para metalúrgicos de Taboão, barrar cortes de direitos é prioridade

Os metalúrgicos da região de Taboão da Serra mostraram preocupação com a reforma trabalhista, que entra em vigor em novembro, praticamente junto com a data-base da categoria. Para eles, barrar os cortes de direitos e lutar contra a aprovação da reforma da Previdência são prioridades. Esse foi o tom de luta dado no primeiro seminário da Campanha Salarial 2017, que aconteceu no sábado, 26, na subsede de Taboão da Serra.

“Temos que nos unir ainda mais e buscar o Sindicato. Temos que ter coragem de defender os nossos direitos e estimular os jovens a fazer o mesmo”, destacou um companheiro da Spaal, após assistir à palestra do técnico do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), Vitor Pagani.

O técnico do Dieese contextualizou o cenário econômico e destacou os principais impactos da reforma trabalhista. Para ele, a principal intenção da reforma é fragilizar o escudo protetor dos trabalhadores. “A reforma trabalhista se fundamenta em reduzir a proteção institucional dos trabalhadores por parte do Estado e do Sindicato”, alertou.

Pagani diz isso porque a nova lei, além de alterar mais de 100 pontos da CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas), também colabora para fragilizar a organização dos trabalhadores, que terão dificuldades inclusive para recorrer à Justiça do Trabalho para reclamar de seus direitos. “Com a reforma, o governo criou fórmulas de mascarar o que antes era fraude”, destacou Pagani.

Por isso o Sindicato mobiliza os trabalhadores na luta por aumento real e contra quaisquer retirada de direitos. Os próximos encontros acontecerão em 2 de setembro, simultaneamente, na sede e subsedes de Barueri e Cotia, a partir das 9h. “Temos que nos unir senão seremos atropelados”, enfatizou o diretor do Sindicato, Everaldo dos Santos.

Um companheiro da ADI concorda que a informação e a unidade são os melhores caminhos por nenhum direito a menos. Além disso, aposta na conscientização da população sobre a importância da política. “Este cenário comprova que os brasileiros não sabem votar. O correto é a gente votar em quem vai nos representar. Por isso as pessoas devem começar a ler mais, deixar de acreditar só naquilo que a TV mostra e resistir, porque a situação não está nada fácil”, avaliou.

Aceno da economia –  O secretário-geral do Sindicato, Gilberto Almazan, destacou a importância da organização dos trabalhadores dentro e fora das fábricas para luta contra os retrocessos. Também alertou que as privatizações anunciadas pelo governo Temer, como da Eletrobrás, trarão grandes impactos para economia. “Não vai ter crescimento na economia nos próximos anos. Logo, vamos ter alguns anos de muitas lutas, e por isso vamos investir ainda mais na nossa campanha salarial”, enfatizou Almazan.

O secretário-geral também destacou a unidade dos metalúrgicos de todo o Brasil para que a categoria tenha avanços na campanha salarial. “Estamos unidos independente da central. O objetivo é discutir item por item da reforma trabalhista, e não permitir que ela enfraqueça a nossa Convenção Coletiva”, explicou Almazan, que também convocou os companheiros para participar da mobilização do dia 14 de setembro.

“O debate foi bem rico e necessário. Foi um alerta daquilo que vamos encontrar pela frente. Então acho que todos devem se conscientizar disso, ler e lutar para termos uma campanha salarial forte”, destacou um trabalhador da Lumex.

Ao fim do seminário, os companheiros se despediram com a missão de compartilhar a informação com os demais metalúrgicos dentro das fábricas, para que todos entendam a importância de participar dos seminários e assembleias da Campanha Salarial 2017.

Veja abaixo quando serão os próximos seminários:

 

 

 

 

 

Clique aqui e veja 15 estragos da reforma trabalhista.

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