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A urgência da luta

Por Auris Sousa | 08 fev 2017

opiniao-barra-jorgeO tal rombo nas contas da Previdência está sendo colocado como grande vilão das contas públicas nacionais. Em 2016, o governo da presidenta Dilma ocupava a mesma posição. Note o trabalho de propaganda que tem sido feito pela mídia, governo e parte dos empresários para nos convencer de que encontramos uma bifurcação no caminho: se formos para um lado, fazemos a reforma da Previdência e o país volta a crescer; se formos para outro, aprofundamos os problemas nas contas públicos e, consequentemente, a crise.

Nos jornais do final de semana houve até quem defendesse que a reforma é condição para que os juros caiam e o país volte a crescer. Será? Então de que forma explicam o crescimento experimentado por nós nos últimos 15 anos, sem que houvesse a tal reforma?

Não há dúvidas de que a Previdência é a “bola da vez” e que vão fazer de tudo para conseguir a aprovação do projeto do governo Temer, na forma em que foi apresentado no Congresso. E, depois, virá a reforma trabalhista, cujo objetivo é mudar a configuração das relações de trabalho, leia-se: acabar com direitos.

Isso tudo nos coloca a urgência da organização para enfrentar todas essas ameaças. Elas estão ai, vindo em ritmo acelerado. Basta lembrar que o projeto da reforma da Previdência chegou ao Congresso em dezembro e já está em apreciação nas comissões da Casa. Não se engane: se não pressionarmos, vão acabar com qualquer possibilidade de aposentadoria. Depois, vão acabar com as garantias da legislação trabalhista.

Jorge Nazareno
Presidente do Sindicato dos
Metalúrgicos de Osasco e Região
jorginho@sindmetal.org.br