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Aproveitando a pandemia, metalúrgica Albras faz demissão em massa

Por Auris Sousa | 30 abr 2020

A metalúrgica Albras, em Embu das Artes, iniciou um processo de demissão em massa de aproximadamente 122 trabalhadores dos 500 contratos pela empresa, cerca de 24% do total de funcionários. O Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e Região tem cobrado esclarecimentos da fábrica desde que os trabalhadores começaram a denunciar as demissões unilaterais.

Para piorar a situação, na hora de receber, os demitidos foram comunicados pela empresa que as verbas rescisórias serão parceladas em dez vezes. Muitos receberão parcelas de R$ 300,00 mensais. Além disso a empresa ignorou os valores de multas rescisórias que os demitidos têm direito.

Este é o pior momento para demissões, tendo em vista que a pandemia do novo coronavírus agrava as demissões diante da dificuldade que os trabalhadores terão para conseguir novo emprego. O Sindicato está procurando contatos com a fiscalização do trabalho e o MPT (Ministério Público do Trabalhando) visando a suspensão das demissões e a manutenção dos empregos.

São mais de 100 famílias que serão afetadas durante a pandemia. Vale ressaltar que, neste momento, os trabalhadores encontrarão, inclusive, dificuldades para dar entrada no seguro desemprego.  

Falta transparência. No dia 23 de março, os diretores do Sindicato se reuniram com a empresa e apresentaram alternativas, de acordo com as medidas anunciadas pelo governo, que poderiam ser adotadas, para impedir demissões e minimizar os impactos das crises econômica e do novo coronavírus na produção. Mas a empresa não quis firmar compromissos.

Para o Sindicato, o processo de demissão em massa aplicado pela Albras é uma violação dos direitos dos trabalhadores e fere a Constituição Federal.