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Bolsonaro improvisa e deixa trabalhador na mão na hora de se aposentar

Por Cristiane Alves | 24 jan 2020

Foram meses de tramitação da reforma da Previdência e, como se não bastasse os prejuízos provocados pelas mudanças nas regras para aposentadoria, o trabalhador que tem direito ao benefício não consegue acessá-lo. Tudo porque o governo Bolsonaro e sua política de arrocho sobre direitos e de encolhimento do Estado não estruturou o atendimento para dar conta da demanda que se elevou, já que vendo que iria ficar no prejuízo, o trabalhador tratou de buscar a aposentadoria.

Na fila, brasileiros amargam em espera por benefícios

A fila não anda e emperra a vida de quem procura outros benefícios, como salário maternidade e auxílio doença. Já são 2 milhões de pessoas à espera de um aval do órgão sobre sua solicitação de benefício. Trata-se da consequência clara do sucateamento que também atinge outros órgãos da administração pública – a começar pela Secretaria de Previdência e Trabalho, criada em substituição ao Ministério do Trabalho.

No caso da Previdência, o Sindicato dos Servidores da Previdência do Estado de São Paulo, esclarece que o problema também é consequência da informatização desestruturada. “Os sistemas não funcionam e não estão interligados, o suporte é ineficiente, os equipamentos estão obsoletos e sem manutenção, há baixa capacidade de internet, redução pela metade dos estagiários contratados, trava no sistema por conta da reforma da previdência”.

Já se vão sete anos desde o último concurso público para contratação de técnicos do INSS, de acordo com o sindicato da categoria. Como a política do governo Bolsonaro é de precarização, o plano é aprofundar a degradação. No último dia 14, o governo anunciou que vai contratar 7 mil militares da reserva para prestar o atendimento ao público. Se hoje há um festival de recusa de auxílio a companheiros doentes, imagina como vai ficar agora.

O Ministério Público pediu ao TCU (Tribunal de Contas da União), na sexta-feira, 17, que suspenda a contratação, questionando o fato de o governo restringir somente a militares e não, por exemplo, servidores do próprio INSS recentemente aposentados, como sugere o sindicato da categoria. De novo, Bolsonaro só pensa nos seus. O trabalhador sofre na carne o que é uma política neoliberal de enxugamento do Estado.