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Brasil e França: separados pelo oceano, unidos pela luta

Por Felipe | 14 maio 2018

Os operários de Osasco chamaram a atenção da ditadura, quando tomaram o palanque naquele 1º de Maio de 1968. Em outros países também havia muita agitação. No mesmo dia,  trabalhadores e estudantes franceses organizavam manifestações em diversas cidades e o governo, assim como o nosso, recorreu à violência.

As ruas ao redor do Bairro Latino, um dos mais antigos e tradicionais de Paris, foram tomadas por barricadas erguidas por estudantes, que resistiram à polícia por toda a madrugada. Mas a reação violenta do governo, ao contrário do que este esperava, só piorou a situação. Poucos dias depois, os principais sindicatos e centrais da França declararam Greve Geral, em 13 de maio. A partir dali, paralisações e protestos se seguiram durante dias até que o governo, encurralado, recuou e convocou eleições.

Essa lição foi muito bem aprendida pelos franceses, que mesmo com o passar dos anos nunca a esqueceram. Em 1968, a população desejava liberdade, salários melhores e mais diretos – decidiram, portanto, conquista-los à força. Os governantes, por outro lado, parecem ter memória curta. Tentam, desde 2016, retirar direitos dos trabalhadores, semelhante ao que Temer faz aqui no Brasil. No entanto, não tiveram sucesso: entre greves e protestos, os trabalhadores franceses, organizados por seus sindicatos e e centrais sindicais, resistem.

Há 50 anos atrás, os trabalhadores de Osasco tivemos um papel parecido ao enfrentar a ditadura. Seguimos o exemplo da França e fomos, nós mesmos, exemplo para o resto do mundo. A história de luta dos trabalhadores nos fortalece e nos impulsiona para resistir a ofensiva atual sobre nossos direitos.