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Cartilha ganha versão para deficientes visuais

Por Cristiane Alves | 19 jul 2019

A cartilha “Inclusão é Atitude. Qual é a sua?” voltada ao trabalho decente para as pessoas com deficiência ganhou uma versão para deficientes visuais. O lançamento foi feito durante o 40º Ciclo de Debates, realizado na quinta-feira, 18, na sede.

Produzida de forma colaborativa, sob a coordenação do Espaço da Cidadania, a cartilha aponta atitudes que são adequadas ao relacionamento com respeito e igualdade às pessoas com deficiência; ao mesmo tempo, que aponta mitos, atitude preconceituosas que precisam ser retiradas da cultura das organizações.

Pela primeira vez na história do Ciclo, a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho foi assunto, com o lançamento da cartilha e palestra de José Carlos do Carmo, chefe da fiscalização da Lei de Cotas pela Superintendência Regional do Trabalho de São Paulo. Ele explicou conceitos que envolvem a inclusão e também falou da conjuntura de retirada de direitos que vivemos atualmente. “[Há diversas] ameaças como o fim das normas regulamentadoras. Elas precisam ser aprimoradas, mas não extintas. A resistência de todos nós é fundamental”, afirmou lembrando da intenção do governo Bolsonaro de extinguir as NRs. Além disso, há o sucateamento da estrutura do Ministério do Trabalho. De acordo com José Carlos, hoje são somente três auditores encarregados de fiscalizar o cumprimento da Lei de Cotas no município de São Paulo.

Victor Pagani, do Dieese, explica: reforma destrói conquistas sociais incluídas na Constituição

Reforma da Previdência – Outro assunto em debate foi as mudanças previstas no projeto de reforma da Previdência. O técnico do Dieese Vitor Pagani detalhou as mudanças feitas na primeira fase de votação na Câmara e deixou claro de que avanços foram conquistados, mas ainda há muitos prejuízos. “Quem está aposentado hoje, teoricamente, tem direito adquirido. Mas, quando ele morrer a pensão que ele vai deixar vai ter um corte brutal, de 60% do valor”, alertou.

Vitor também apontou que a reforma não corta privilégios, ao contrário do que alardeia o governo. “Os militares não foram afetados em nada com a reforma”. Além disso, a proposta não contempla medidas fundamentais, como cobrar imposto sobre lucro e dividendos. 

Por isso tudo isso, é fundamental manter a mobilização. As centrais preparam uma bateria de manifestações a partir de agosto. 

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