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Contaminados por Mercúrio na Osram podem ser indenizados

Por Auris Sousa | 20 nov 2014

Nos próximos meses, os ex-trabalhadores contaminados por Mercúrio na Osram, em Osasco, poderão ser indenizados, graças às duas ações na Justiça do Trabalho que correm contra à fabricante de lâmpadas desde 2012. Para ter direitos a quaisquer benefícios decorrentes delas, os atingidos devem se apresentar à Associação dos Expostos e Intoxicados por Mercúrio Metálico.

Desde 1991, o Sindicato denuncia os perigos e as consequências da exposição à substância, por meio de denúncias ao Ministério do Trabalho e publicações em jornais e livros. Em 2012, duas ações civis públicas foram ajuizadas contra a Osram. Uma apresentada pelo MPT (Ministério Público do Trabalho, e outra da Associação dos Expostos por Mercúrio.

O MPT pede indenização de R$ 100 milhões por dano moral coletivo, além de proteção dos riscos que a substância pode causar para quem está trabalhando. Já a Associação quer indenização individual e assistência médica integral para seus sócios.

“Aqueles que foram expostos ao mercúrio, mas que não se apresentarem à Associação, não terão direito ao resultado das ações”, explica o diretor do Sindicato Sertório Aparecido, que acompanha as audiências de conciliação entre Sindicato, MPT, Associação e Osram. A última aconteceu no dia 3 de novembro, na qual ficou definido a realização de uma força tarefa para encontrar o maior número de pessoas que tem problemas de saúde relacionados com à intoxicação ao mercúrio.

Problema antigo – Foi em 1992 que a Cecília Zavaris, Auditora Fiscal do Ministério do Trabalho, apresentou um relatório com os problemas que o mercúrio causava aos metalúrgicos da Osram. Naquela época, “a empresa afirmou, durante mesa redonda na então Sub-delegacia do Trabalho em Osasco, que iria trocar o maquinário”, recorda o vice-presidente do Sindicato, Carlos Aparício Clemente, que ressalta que “a empresa sabia dos riscos”.

O mercúrio é um metal tóxico com poder de evaporação, que pode ser absorvido pelo corpo humano. Principalmente nos anos 1980 e 1990, trabalhadores de empresas fabricantes de lâmpadas foram intoxicados pelo metal, e desde então sofrem com os sintomas do mercurialismo.

Os sintomas da doença podem variar, mas são principalmente de caráter neurológico e psiquiátrico. Isto porque o órgão mais afetado pelo mercúrio é o sistema nervoso central, o que colabora para o atingido também passar a sofre de depressão.

Os expostos ao mercúrio ainda podem apresentar insônia, esquecimento progressivo, dores de cabeça e musculares, labirintite, sangramento na gengiva com amolecimento dos dentes. Alucinações, tremores, demência, problemas nos rins e dificuldades de concentração também estão ente os sintomas.

Para outros esclarecimentos, os ex-trabalhadores da fábrica da Osram em Osasco devem comparecer na Associação dos Expostos e Intoxicados por Mercúrio Metálico, localizada, Rua Dona Primitiva Vianco, 145, 1ª andar, sala 22, Osasco, das 10h ás 16h ou ligar para (11) 3654-0809.

Jornal Visão Trabalhista EDIÇÃO #Retro 2020