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Denúncias de trabalho escravo crescem em todo país

Por Auris Sousa | 28 jan 2020

No ano passado, o número de denúncias de trabalho escravo aumentou, totalizando 1.213 em todo o país, enquanto em 2018 foram 1.127. Os dados fazem parte de levantamento apresentado nesta terça-feira, 28, pelo Ministério Público do Trabalho para marcar o Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo.

Segundo o MPT, existem 1.700 procedimentos ativos em investigação e acompanhamento nas 24 Procuradorias Regionais trabalhistas espalhadas pelo país, envolvendo trabalho análogo à escravidão, aliciamento e tráfico de trabalhadores para a escravidão.

Ministério Público do Trabalho divulga dados sobre trabalho escravo

Os dados do radar da Subsecretaria de Inspeção do Trabalho mostram que, no ano passado, foram fiscalizados 267 estabelecimentos, sendo encontrados 1.054 trabalhadores em condições análogas à escravidão. Embora o número seja menor do que o registrado em 2018, quando foram registrados 1.745 trabalhadores nessa situação, a quantidade de estabelecimentos fiscalizados aumentou, uma vez que no ano anterior foram inspecionados 252 locais.

SP: 524 resgates em cinco anos 

Apenas na cidade de São Paulo, no período de 2015 a 2019, foram resgatados 524 trabalhadores em situação análoga à de escravo. Segundo a Procuradoria Regional do Trabalho da 2ª Região, ocorreram nesse intervalo 607 denúncias na área de atuação do Ministério Público (capital, Grande ABC e Baixada Santista), com 93 termos de ajustamento de conduta (TACs) e 19 ações civis públicas ajuizadas.

De acordo com a Procuradoria, os setores com maior número de casos, em São Paulo, são os da indústria têxtil e de confecção e da construção civil.

Foram feitas 150 denúncias apenas em 2019, mais do que no anterior (103). O número de TACs passou de 27 para 24 e o de ações civis públicas, de duas para três. Em todo o Brasil, no ano passado, foram 1.213 denúncias, 258 TACs e 91 ações.

Casos – O meio rural continua concentrando o maior número de registros, com 87% dos casos: produção de carvão vegetal (121); cultivo de café (106); criação de bovinos para corte (95); comércio varejista (79); cultivo de milho (67). O trabalho escravo urbano também fez 120 vítimas, a maior parte na confecção de roupas (35). Também houve registros na construção civil (18), em serviços domésticos (14), construção de rodovias (12) e serviços ambulantes (11). [Com informações da Agência Brasil / Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil] 

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