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EDIÇAO 30/2008 • OSASCO, 26 A 30 DE AGOSTO DE 2008 |
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Presidente:
Jorge Nazareno Jornalista Responsável: Cristiane Alves Mtb. 45.757
Repórter fotográfico: Eduardo Metroviche Mtb. 23.853 Editor de Arte: O' Gheirart | |||||
Assembléia da campanha salarial é nesta sexta-feira |
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Presidente do Sindicato, Jorge Nazareno, falou da importância da mobilização pelo reajuste de 20%, no seminário |
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| A categoria vai se encontrar nesta sexta-feira, 29, na sede do Sindicato para avaliar a pauta de reivindicações da Campanha Salarial 2008, que inclui o reajuste de 20%, valorização do piso salarial, entre outros itens. Esse é mais um momento da luta. No sábado, 23, os companheiros de Cotia indicaram estratégias para fortalecer a mobilização, no primeiro seminário da Campanha. Páginas 2 e 3 |
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| OPINÃO | |||||
| Sexta é dia de aprovar nossa pauta | |||||
| Vamos fazer uma grande assembléia nesta sexta-feira, 29, para aprovar nossa pauta de reivindicações na Campanha Salarial 2008. É importante que você, companheira e companheira, esteja na sede do Sindicato para conhecer as nossas reivindicações e saber por que é importante intensificar a participação nas atividades da campanha. Chame também outros companheiros para a assembléia. Estamos na luta pelo reajuste de 20% e a valorização do piso salarial da categoria, que é o principal parâmetro de remuneração adotado pelas empresas. Queremos uma política de valorização do piso salarial, que, a semelhança do que vem sendo feito com o salário mínimo nacional, garanta reajustes anuais acima da inflação para dar maior poder de compra ao nosso piso. Também continuamos na luta pela redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, como já fazem várias empresas do setor. Vamos lutar ainda pela ratificação da Convenção 158 da OIT (Organização Internacional do Trabalho) - que proíbe demissões imotivadas - e pelo fim das terceirizações. São reivindicações que dependem do nosso empenho e compromisso com a luta para serem alcançadas. Compromisso que a categoria tem, como ficou marcado no seminário realizado no sábado, 23, em Cotia. Essa é a nossa marca. |
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| 20 anos de lutas e conquistas | |||||
| Celebramos no dia 21 de agosto, em Brasília, os 20 anos de lutas e conquistas da CNTM para os metalúrgicos do Brasil. O evento contou com a presença de dirigentes sindicais de todo o País, entre eles, os companheiros Jorginho de Osasco e os deputados Paulinho (presidente da Força Sindical) e Magrão (presidente da Federação dos Metalúrgicos do Estado de SP), e foi prestigiado pelo Ministro Lupi, pelo secretário do Ministério Medeiros (fundador da CNTM) e pelo presidente Lula. A CNTM ocupa uma posição sindical de destaque, colocando em suas lutas uma atenção especial aos amplos debates que refletem nos interesses dos trabalhadores e inspiram nossos anseios por desenvolvimento econômico, distribuição de renda, geração de empregos e justiça social. Temos certeza de que estamos cumprindo, com competência e seriedade, o nosso compromisso social de entidade que luta por um País melhor e mais justo. |
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| PANORAMA | |||||
| Brasileiro tem aumento real de renda Trabalho decente para
a juventude |
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| RUMO AO MEIO SÉCULO | |||||
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| CAMPANHA SALARIAL: Há 16 anos, metalúrgicos aprovavam indicativo de greve, caso não houvesse acordo com patrões na campanha salarial. |
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| CAMPANHA SALARIAL | |||||
Metalúrgicos da região de Cotia |
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Sindicato têm, que vêm do Dieese, IBGE, vamos ficar mais fortes para negociar”, afirmou um companheiro de Cotia. |
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| SIMPÓSIO | |||||
Trabalho decente deve ser prioridade do modelo de desenvolvimento, defende OIT |
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A OIT define trabalho decente como “ocupação produtiva livremente exercida em condições de igualdade de oportunidades, liberdade de associação, igualdade de remuneração e respeito a dignidade humana”, explicou Rodriguez. Tais princípios devem ser aplicados por meio de instrumentos político-institucionais, acordos internacionais, agendas, programas e negociação coletiva, entre outras maneiras. O Brasil é signatário da Agenda pelo Trabalho Decente, mas ainda é marcado por diversas desigualdades, que precisam ser alvo “da pressão do movimento sindical”, como assinalou Rodriguez. Uma delas é a diferença nos rendimentos e na oportunidade de acesso ao trabalho entre homens e mulheres, negros e não negros, jovens ou não. O rendimento da mulher, por exemplo, equivale a 77,8% do que recebe um homem, como explicou a técnica do Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos), Eliana Elias. “O mercado de trabalho é uma miniatura da estrutura de concentração de renda que temos na sociedade brasileira”, afirmou. O acesso ao trabalho decente também está relacionado com a existência de uma conjuntura econômica e política favorável. Esse foi outro assunto, abordado no Simpósio pelo economista-chefe da Austin Rating, Alex Agostini, que abordou a situação da economia brasileira. |
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Sindicato
nas empresas |
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Metalúrgicos da Dana protestam contra demissão de vítimas de doença ocupacional |
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José Aparecido sofre de tendinite nos ombros e chegou a ser afastado pela Previdência Social, em 2002. “A Dana aproveitou o momento em que o companheiro estava sem estabilidade para demiti-lo”, explica o diretor Marcos Roca. “A estabilidade expirou, mas o trabalhador continuou doente”, reforça o diretor José Lima (Madruga). Demissões semelhantes já haviam acontecido antes, por isso, o Sindicato e os trabalhadores cobram que a Dana mude de atitude. A assembléia também foi uma forma de conscientizar os trabalhadores. “Se o trabalhador tiver algum problema de saúde, precisa tratar logo; não procurar o médico só quando é demitido”, lembra o diretor Rafael Alves. Metokote – Os meta-lúrgicos da Metokote também reivindicam melhores condições de saúde e segurança. Eles encaminharam uma pauta de reivindicações à empresa que também inclui aumento salarial de 10% e revisão da PLR. A pauta foi definida em reunião dos trabalhadores no Sindicato e aprovada em assembléia na quarta-feira, 20. A empresa presta serviço para a Dana, em Osasco. Greve cancela advertências na Vetco
A pauta foi atendida integralmente “graças a união e luta dos companheiros”, ressalta o diretor Carlos Eli Scopim. Acordo de PLR Delegados sindicais |
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| INCLUSÃO | |||||
5% dos deficientes têm carteira assinada |
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| A Apae (Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais) de Barueri divulgou na quinta-feira, 21, os dados do II Censo da Pessoa com Necessidades Especiais, que mostram que apenas 5% das 2.298 pessoas com deficiência encontradas nos 60.472 domicílios pesquisados trabalham com carteira de trabalho assinada. De acordo com o Censo, 60,7% das pessoas com deficiência residentes em Barueri estão em idade de trabalhar (16 a 59 anos); porém, apenas 9,2% exercem algum tipo de atividade remunerada. Duas das principais explicações para isso são: o receio de perder benefícios previdenciários, caso a pessoa opte pelo mercado de trabalho; e o preconceito existente em relação às pessoas com deficiência. Os números também mostram o pequeno compromisso das empresas de Barueri com o cumprimento da Lei de Cotas (lei 8.213/91). “As empresas instaladas no município não estão dando a devida oportunidade para as pessoas com deficiência”, avalia o coordenador do Espaço da Cidadania, Carlos Aparício Clemente. Os dados apresentados pelo Censo serão base para trabalhos desenvolvidos pela própria Apae e por entidades como o Espaço da Cidadania, entre outras. |