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Força: Operária e Sindical

Por Felipe | 10 abr 2018

O Visão Trabalhista já informava logo de cara que aquela era uma edição histórica. A primeira página estava totalmente dedicada à grande notícia do momento: os metalúrgicos de Osasco escolheriam uma Central Sindical para se filiar ou, então, se permaneceriam independentes. Um “exemplo de Democracia”, como afirmou o então presidente Cláudio Magrão.

Ele próprio era, aliás, um grande entusiasta da Força Sindical, participante de várias campanhas da central desde sua fundação, no começo de 1991. Outro grande apoiador da Força era Zé Ibrahin, ex-presidente do sindicato e um dos protagonistas da grande Greve de 1968. Mas esse apoio não serviria de nada se a categoria não estivesse de acordo. Como sempre, a decisão estaria no chão de fábrica e nas mãos dos metalúrgicos.

Fundada em março daquele ano, a Força se colocava como uma central democrática e plural, disposta a se equilibrar entre o campo da luta e o campo do diálogo e negociação. Acima de tudo, era uma central que não aceitaria mais que o destino do país fosse decidido pelos patrões e pelo governo, sem que a grande massa trabalhadora fosse ouvida.

Em uma assembleia lotada, os metalúrgicos da região decidiram que esse era o caminho que queriam seguir e que continuam até hoje. Completam-se agora 27 anos que o símbolo da Força Sindical está ao lado dos metalúrgicos de Osasco e região.