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Fundacentro tem ligação histórica com luta por saúde dos metalúrgicos

Por Cristiane Alves | 04 set 2019

O governo Bolsonaro já é recordista na liberação de agrotóxicos. Desde o início do ano já são 262 substâncias liberadas. Ao mesmo tempo, há as alterações nas NRs, aprovação da mini-reforma trabalhista (aprovada no Congresso em agosto) que impõe mais mudanças em direitos a já terrível reforma trabalhista do governo Temer, somado à reforma da Previdência. Mudanças que certamente irão impactar na saúde física e mental dos trabalhadores, mas que tendem a ficar sem estudo, comprometendo diagnósticos e acesso a direitos porque estruturas fundamentais a este trabalho, como é a Fundacentro, são sucateadas.

Para nossa categoria, a parceria com a Fundacentro é histórica e fundamental para a vida de inúmeros trabalhadores, especialmente, aqueles que sofreram e sofrem com os danos causados pela exposição a sílica, amianto, mercúrio ou que sofrem de doenças como tenossinovite, entre outros exemplos. Em diversos momentos avaliando o ambiente e acompanhando o trabalhador, realizando o diagnóstico fundamental para buscar seus direitos.

A parceria com a Fundacentro foi fundamental para comprovar, em 1993, a ineficiência das máscaras 3M tipo 8720 para proteção respiratória contra asbestos e cádmio. Depois de muita pressão do nosso Sindicato, a partir do laudo produzido pelo órgão público, às máscaras foram proibidas.

Além disso, o órgão formulou junto com nosso Sindicato o Programa de Educação em Saúde e Segurança, palestras e ação, com a categoria e enfocando cipeiros. Agora, tudo isso corre o risco de deixar de existir e quem é prejudicado é o trabalhador. “Se você não tem centros de referência para auxiliar, o trabalhador vai adoecer, perder sua capacidade de empregabilidade e morrer, sem ter um diagnóstico”, avalia Carlos Aparício Clemente, diretor do nosso Sindicato.

Os prejuízos são para o trabalhador e para a sociedade. “A Fundacentro teve e tem um papel importante na defesa da saúde no trabalho, mas para cumpri-lo precisa pressão social”, defende Clemente.

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