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5 mil metalúrgicos da região aderem luta contra retirada de direitos

Por teste | 05 fev 2018

Em ritmo de campanha salarial, os metalúrgicos de Osasco e região começaram esta quinta-feira, 14, com protestos contra as reformas trabalhista e da Previdência, bem como a nova lei que amplia a terceirização para todas atividades. Neste Dia Nacional de Lutas, Protestos, e Greves, a mobilização já alcançou 5 mil companheiros de diversas fábricas da base, como Jas, Meritor, Belgo, Daisa, Rossini, Dinatecnica, Eirich, Alvenius, e JL Capacitores.

Os motivos pelas manifestações não são poucos. Em novembro, a reforma trabalhista entra em vigor, e pode passar por cima de direitos históricos. E não para por aí. Ainda tem a ampliação da terceirização, que precariza ainda mais a relação de trabalho. E com o apoio do Congresso, Temer também quer dificultar o acesso dos brasileiros a aposentadoria.  

Por isso, durante as assembleias os diretores explicaram para os metalúrgicos os principais pontos das reformas e os prejuízos que elas trarão para os trabalhadores. “Nesta campanha salarial, a briga é muito mais que o reajuste salarial, todos nossos direitos estão em jogo. Por isso temos que defender e fortalecer a nossa campanha salarial”, enfatizou o diretor Rafael Alves.

O mesmo tom foi dado em todas as assembleias realizadas nas demais metalúrgicas de Osasco e região. “Só complica a gente. O pior é que nem todo mundo sabe o que está acontecendo. Acho que o povo tem que acordar e participar de greve, atos para tentar intervir”, avaliou um metalúrgico da Jas.

E o companheiro tem razão. Contra quaisquer retiradas de direitos, a resposta da categoria deverá ser a resistência. Isso ficou bem claro nas assembleias, como as que aconteceram na Rossini e na Meritor. “Não vamos aceitar acordos individuais, nem se a gente tiver de fazer greve geral na categoria. Não vamos concordar. É a luta que vai fazer a lei”, reforçou o secretário-geral do Sindicato, Gilberto Almazan.

Se a resistência é fundamental para que os patrões não coloquem em prática as maldades previstas na reforma trabalhista, ela é indispensável para que a reforma da Previdência, em tramitação no Congresso, não seja aprovada. “Meu pai morreu tentando se aposentar, isso antes de se começar a falar em reforma. Imagine depois dela? Ao invés de melhorar a situação para os trabalhadores, o governo só piora”, disse uma companheira da Jas.

Por isso  a unidade da categoria é importante para barrar retrocessos. “O que vai valer na nossa relação de trabalho é a nossa Convenção Coletiva, porque agora vale o negociado sobre o legislado. O que nos fortalece é a nossa Convenção Coletiva. Por isso, unificamos a Campanha Salarial, por isso, o movimento Brasil Metalúrgicos”, destacou a vice-presidente do Sindicato e da CNTM (Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos), Monica Veloso.

Fique de olho nos encontros, atos e campanhas organizados pelo Sindicato. O Sindicato convoca a categoria para assembleia para aprovação da pauta da nossa Campanha Salarial para 23 de setembro e em outubro haverá diversos seminários de construção da luta. Informe-se e fortaleça a luta contra a retirada de quaisquer direitos.

 

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