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Aposentados inauguram subsede do Sindnapi e debatem Previdência Social

Por teste | 05 fev 2018

Na terça-feira, 23, o Sindicato organizou a inauguração da subsede do Sindnapi (Sindicato Nacional dos Aposentados) na região de Osasco, que vai funcionar na sede da nossa entidade. Em seguida, promoveu a palestra “Previdência Social: direitos sobre ataque”, ministrada pela doutora Tonia Galleti, coordenadora do departamento jurídico do Sindnapi.

“Com a subsede vamos entender e atender as demandas dos aposentados da região, alertá-los sobre os direitos deles. Será mais um espaço de defesa dos interesses da categoria”, ressaltou Milton Cavalo, diretor do Sindnapi e do Sindicato.

Para o secretário-geral do Sindicato, Gilberto Almazan, o anexo é uma ferramenta importante para a luta e manutenção da Previdência Social e do poder de compra dos aposentados. “Trazer a subsede para a região de Osasco é ampliar esta luta, que é mais que necessária neste momento porque estamos num processo de desmonte não só da legislação trabalhista, mas também da seguridade social”, reforçou. Almazan.

A aposentada metalúrgica Estefania Pereira Braga, de 67 anos, comemorou a criação da subsede. “A facilidade agora será total, está dentro do nosso bairro [Presidente Altino]: vai ser uma ‘mão na roda’”, avaliou.

Direitos sobre ataque – Tonia iniciou sua palestra informando aos participantes que a “reforma da Previdência vem para tentar fazer com que os trabalhadores do país não se aposentem”. A companheira deixou claro que a Previdência Social, ao contrário do que o governo diz, é uma instituição sólida, com grande arrecadação e não tem déficit.

Afirmou que a reforma trabalhista também oferece vários impactos para a Previdência. Isso porque os novos meios de contrato de trabalho criado pela nova legislação, como a pejotização, bem como a legalização da terceirização irrestrita, resultam em milhares de reais em perdas para a Previdência Social. “A reforma trabalhista quebra o futuro da Previdência Social, não vai ter contribuição, como vão pagar os benefícios, vão tirar da onde?”, destacou Tonia.

Ela convocou os aposentados a também comprarem a briga contra a reforma da Previdência. “Precisamos da força de vocês, aposentados, para lutar até o fim contra este desmantelamento da proteção ao trabalhador, dos direitos sociais”, enfatizou.

Ao longo da palestra, a companheira também expôs as novas regras propostas pelo governo em torno da reforma, e destacou: “A maldade maior não está no aumento da idade para acesso a aposentadoria, mas sim no novo cálculo, que vai partir de 60%”, alerta.

Tonia diz isso porque, com a reforma proposta, os trabalhadores poderão se aposentar ao cumprir 15 anos de contribuição, no entanto, terá direito a receber apenas 60% do salário de contribuição. A partir daí, os trabalhadores obterão adicionais anuais se continuarem trabalhando. Será acrescentado 1 ponto porcentual sobre a média dos salários a cada ano adicional entre os 16 e 25 anos de contribuição; 1,5 ponto porcentual a cada ano entre os 26 e 30 anos de contribuição; 2 pontos porcentuais ao ano entre os 31 e 35 anos de contribuição; e 2,5 pontos porcentuais a partir dos 36 anos de contribuição. Para conseguir 100% da média de salários, serão necessários 40 anos de contribuição.

Protesto – Milton Cavalo aproveitou o evento para convocar os aposentados para o Carnaval de Protesto por direitos e contra a Reforma da Previdência, que vai acontecer em 30 de janeiro, na Avenida Paulista. A concentração será a partir das 9h na praça Osvaldo Cruz.

Na região de Osasco, o nosso Sindicato junto aos membros da subsede do Sindnapi, vão organizar transportes até o local, com saídas da Cohab 2 de Carapicuíba, à 7h, e da sede em Osasco, às 8h. Para garantir uma vaga, inscreva-se pelo tel. (11) 3651-7200, na subsede do Sindnapi, falar com Zulu.

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