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Mais de 5 mil metalúrgicos da região de Osasco protestam contra retirada de direitos

Por teste | 01 fev 2018

A disposição de luta contra a retirada de direitos tomou as principais fábricas da região de Osasco na manhã desta quinta-feira, 29. Organizados, metalúrgicos de empresas como Meritor, Açotecnica, Alvenius e Cinpal, pararam a produção e somaram forças na luta nacional contra as nefastas medidas anunciadas pelo governo Temer. A ação reuniu mais de 5 mil trabalhadores. 

O dia nem tinha amanhecido direito quando companheiros da CBFA, Mecano Fabril, Cimaf e Belgo se uniram aos trabalhadores da Meritor, em Osasco, para se manifestarem contra as propostas do atual governo que reduzem direitos. Com a justificativa de sair da crise econômica e gerar mais empregos, o governo pretende instaurar as reformas trabalhista e previdenciária, as quais estão sendo desenhadas com a redução de direitos, conquistados à base de muita luta.

Na Meritor, o presidente do Sindicato, Jorge Nazareno, explicou aos trabalhadores o plano de fundo com tais reformas. “Nos últimos anos, tivemos um avanço extremamente importante na reposição salarial, tivemos aumentos reais. O salário dos trabalhadores aumentou significativamente, tivemos uma condição de emprego muito melhor, e estamos falando de 2014, não de 2005”, detalhou Jorge.

Jorge também lembrou os companheiros que, nos últimos anos, a nossa capacidade de negociação para conseguir maiores salários, também melhorou e questionou: “Por que querem mexer agora? Querem mexer, dentre outras coisas, criando crises para reduzir os ganhos dos trabalhadores, para terem as suas margens de lucros, porque uma forma de recompor o lucro é tirar dos trabalhadores”, ressaltou.

Na Meritor, a ação ganhou a adesão dos bancários e de moradores da Ocupação Esperança – que há 16 dias foi quase dizimada por um incêndio. Depois do ato em frente à empresa, os trabalhadores caminharam pelas principais ruas de Osasco para alertar a população dos ataques que todos os trabalhadores estão sofrendo, inclusive nas áreas da saúde e educação.   

Na mesma linha se deu a mobilização que ocorreu em várias outras empresas da região, como na Alvenius, Metalcoating, Novex. Em Jandira, os trabalhadores da Açotecnica, Budai, Prodec, São Raphael e Ficosa também somaram forças contra os ataques de Temer. Isso porque no atual momento não cabe como solução reduzir direitos em nome de ajustes fiscais. “Não podemos ser penalizados e nem podemos ter nossos direitos precarizados”, enfatizou o diretor Antonio Souza, o Padre.

Força Metalúrgica – A mobilização contou com a adesão de metalúrgicos de todo o Brasil. Ao todo, 600 mil pararam hoje. A ideia foi aplaudida pelos companheiros da região de Osasco. “É muito importante mostramos para o governo que não estamos satisfeitos com essas propostas. Agora vai sentir que os metalúrgicos têm poder”, destacou um companheiro da Açotecnica.

Um trabalhador da São Raphael disse que a cada dia ele fica sabendo de um ataque aos direitos dos trabalhadores, vindos disfarçados de soluções pelo governo Temer: “Nem sei dizer qual é o pior, tudo me preocupa: adiar a aposentadoria, aumentar a jornada de trabalho, nada disso é solução. Não podemos aceitar”.

E as companheiras da Gram Serv e Gram Tampa também concordam. “É um absurdo, não é justo mexer no que já está aí para piorar. Não podemos baixar a cabeça, não”, avaliou uma delas.

A diretora Claudia Reguellin destacou que o momento é de unidade dos trabalhadores. “Queremos ampliar direitos e não aceitaremos, não abriremos mão dos já conquistados. Não é justo que uma caneta acabe com os direitos que conquistamos a base de muita luta”, ressaltou.

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