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EDIÇÃO # 3
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Brasil Metalúrgico define ações globais contra a redução de direitos na GM

Por Auris Sousa | 05 fev 2019

O Movimento Brasil Metalúrgico debateu na nesta sexta-feira, 1º, estratégias de luta contra as retiradas de direitos anunciadas pela GM (General Motors) do Brasil. O encontro aconteceu no Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, onde lideranças sindicais definiram ações globais contra as ameaças da montadora, que podem colocar em risco os direitos e empregos de todos os trabalhadores da cadeia automotiva e industrial.

Vice-presidente do Sindicato, Monica Veloso, falou sobre a importâncoa da unidade para enfrentar este intenso periódo de provocações

“O reflexo do resultado final desse processo será o mesmo para todos os trabalhadores, não só das demais montadoras, mas de toda cadeia automotiva, de toda indústria, independente de ser metalúrgica ou não”, destacou a vice-presidente do Sindicato e da CNTM ((Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos), Mônica Veloso.

Por isso que a reunião foi ampliada, estendeu-se para os demais setores, como indústria química e ramos, e o comércio. “A expressiva presença nesta reunião do Brasil Metalúrgico demonstra que, diante dos fortes ataques aos direitos da classe trabalhadora, a resistência do movimento sindical brasileiro e mundial também será forte e cada vez mais sólida, solidária e unificada”, enfatizou Miguel Torres, presidente da CNTM.

Por meio de vídeo conferência, representantes da IndustriALL Global Union, e dos sindicatos internacionais UAW americana e da UNIFOR canadense participaram da reunião, que, além de relatar o comportamento da GM em seus países, afirmaram que vão apoiar as ações contra as ameaças da GM.

Ameaças da GM

Com o respaldo da reforma trabalhista, a GM está jogando duro contra os trabalhadores. Depois de anunciar em 19 de janeiro que pode fechar suas fábricas no Brasil, a montadora está tentando empurrar redução de salários e direitos em troca de incentivos tributários para investir. A montadora propõe, entre outros retrocessos, a redução do piso salarial, o aumento da jornada semanal de trabalho (de 40 para 44 horas), a terceirização de todas as atividades, a implantação da jornada intermitente, o fim do pagamento de horas extras e a extinção da estabilidade para trabalhadores.

O governo de Jair Bolsonaro (PSL) dá sinais de que pretende resistir a eventuais investidas da General Motors de pleitear incentivos tributários ou qualquer outro tipo de apoio federal para manter operações no Brasil. “Se precisar fechar [a fábrica], fecha”, disse Carlos da Costa, secretário especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do ministério da Economia, durante um encontro reservado com o alto escalão da montadora, conforme apurou o jornal Folha de SP.