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EDIÇÃO # 4
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Bolsonaro quer 40 anos de contribuição e idade mínima de 65 anos

Por Auris Sousa | 13 fev 2019

Se depender do governo Bolsonaro, o acesso para aposentadoria ficará cada vez mais distante. Segundo apuração do Estadão/Broadcast, a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da reforma da Previdência de Bolsonaro prevê a obrigatoriedade de idade mínima de 65 anos para homens e mulheres se aposentarem. Além disso, quem quiser receber 100% do benefício terá de trabalhar por 40 anos, a PEC também cria um sistema de capitalização.

Governo Bolsonaro propõe idade mínima para aposentadoria igual para homens e mulheres

Pela proposta que o Estadão teve acesso, o tempo mínimo de contribuição saltará de 15 para 20 anos. Quem solicitar o benefício nesse patamar terá direito à 60% da aposentadoria. Para chegar aos 100%, é preciso continuar trabalhando e contribuindo para a Previdência por mais 20 anos, totalizando 40 anos.

Para o Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar), “a versão que vazou da reforma previdenciária proposta pela equipe econômica do governo Bolsonaro é mais dura que a proposta pelo ex-presidente Michel Temer.

Atualmente, é possível se aposentar por idade (65 anos para homens e 60 para mulheres), com no mínimo 15 anos de contribuição. Há ainda a opção de se aposentar só por tempo de contribuição. Neste caso, são necessários 35 anos de recolhimento para homens e 30 anos para mulheres.

A capitalização será feita em regime de contribuição definida. Isso significa que o valor da contribuição é acertado no ato da contratação do plano e o benefício que será recebido no futuro varia em função do valor das contribuições, do tempo em que foram feitas e da rentabilidade dos recursos.

Trabalhar até morrer – Com aposentadoria garantida de R$ 20 mil mensais, Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados, disse em entrevista a Globonews na quarta-feira, 6, que “todo mundo hoje consegue trabalhar até os 80 anos”.

“Todos nós temos uma expectativa de vida maior. Quando a gente chega a 60 anos, ela aumenta mais ainda. Nós temos que entender que trabalhar até 62 anos sem transição não é problema nenhum. Todo mundo consegue trabalhar hoje até 80, 75 anos.” e, buscando amenizar a afirmação anterior disse: “É claro que tem algumas categorias especiais. Essas vamos tratar de outra forma.”

A previsão, segundo o deputado, é de que a proposta de reforma já possa ir a plenário na segunda quinzena de maio deste ano.