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EDIÇÃO # 05
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Sindicato amplia reflexão e luta pelos direitos das mulheres

Por Auris Sousa | 17 mar 2020

Assembleia na JL Capacitores, incentiva as companheiras a lutarem por seus direitos

Marco de luta e resistência a uma grave desigualdade de gênero, o Março Mulher se destaca no Sindicato como um mês para a reflexão da condição da mulher no Brasil. Prova disso que, desde o início de março, assembleias e debates para dialogar sobre a defesa e a garantia de direitos das mulheres foram destaques nas ações realizadas pela diretoria. Elas seguirão até 31 de março.

Na Wegflex, vice-presidente do Sindicato, Monica Veloso, comandou a assembleia do Março Mulher

Nas assembleias realizadas nas metalúrgicas, como JL Capacitores, Wegflex, Multivisão, Arbame, Elubel e Freios Farj, uma certeza: elas querem mais respeito, dignidade e direitos iguais aos homens. É esta discussão que tem ganhado força a cada fábrica por onde a diretoria passa. Isso se faz necessário porque, as mulheres representam mais da metade da população no país, mas não ocupam cargos nas áreas de política e economia na mesma proporção.

Num contexto de supressão de direitos e o crescente número de violência contra Mulher, a vice-presidente do Sindicato, Monica Veloso, reforça que é preciso pensar no papel da mulher enquanto agente de transformação social, ativa e participativa.

Informações importantes para fortalecer a luta por igualdade de oportunidade foram passadas às companheiras

“Todos os avanços de políticas públicas que tivemos nas últimas décadas estão sendo desmontados. Então, é importante demonstrar nossa insatisfação e unir forças para defender os nossos direitos e para ampliar as nossas conquistas”, reforçou.

Encontro na sede

A unidade, reflexão e luta foram reforçadas, em 12 de março, em encontro que reuniu na sede metalúrgicas, aposentadas, trabalhadoras da entidade, da Sicoob CredMetal e do Sindicato dos Ferroviários. Além de destacar a presença das mulheres no mercado de trabalho e na política, as diretoras falaram da violência contra a mulher como um dos principais fatores que prejudicam suas potencialidades, o seu empoderamento.

A presença feminina no local de trabalho também foi lembrada pela diretora Creusa de Oliveira, que destacou: “Precisamos estar em todos os locais de decisão e de luta, destaco aqui a nossa participação na organização no local de trabalho, por meio das comissões de fábricas, da cipa”.