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EDIÇÃO # 11
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Reforma da Previdência: “870 bilhões vão sair dos mais pobres”, diz auditora

Por Auris Sousa | 21 maio 2019

Em audiência pública realizada em 16 de maio na Comissão de Seguridade Social, a coordenadora da Auditoria Cidadã da Dívida, Maria Lucia Fattorelli, afirmou que a reforma da Previdência foi proposta para resolver uma falsa crise provocada pelo Banco Central, que promove despesas com juros.

“Essa reforma não é para combater privilégios. R$ 870 bilhões vão sair dos mais pobres, do Regime Geral da Previdência. Os outros 20% que se pretende economizar vão sair de servidores públicos porque ele pretende aumentar a alíquota”, alertou auditora fiscal aposentada da Receita Federal.

Mais de 250 mil pessoas foram à Avenida Paulista protestar contra o desmonte da Educação e da Seguridade Social

 

Este é um dos alertas que os movimentos sindical e social querem dar à população em 14 de junho, na grande greve geral contra a reforma da Previdência. Ao contrário do que o governo tem dito, as mudanças impostas pela atual proposta do governo não vão gerar empregos. Fattorelli acredita que ao tirar R$ 1 trilhão de nossa economia, o atual governo vai aprofundar a crise. “O objetivo da reforma é introduzir a capitalização que está dando errado no mundo inteiro”, completou.

Paralisação da educação dá força para greve geral

Os metalúrgicos de Osasco e região uniram forças em 15 de maio com os trabalhadores da educação, os estudantes e comunidade escolar na Greve Nacional da Educação, que aconteceu em todo país. Foi um grande protesto contra a proposta de reforma da previdência e os sucessivos cortes nas políticas educacionais (ensino superior e educação básica).

Em Osasco, o ato tomou folego no Calçadão da cidade com a presença de dirigentes sindicais de diversas categorias, professores e alunos da região. “Estamos junto com vocês nesta luta pela educação. Hoje é dia nacional de luta pela educação e pela aposentadoria no país. Querem destruir a educação, a previdência, a saúde, mas nós – operários, estudantes e professores-, não vamos permitir”, destacou o secretário-geral, Gilberto Almazan.

Depois do ato em Osasco, dirigentes, estudantes e professores seguiram para a Avenida paulista, onde a Greve Nacional da Educação reuniu mais de 250 mil pessoas. A grande adesão à paralisação em todo o país mostra que a população está unida contra os cortes na educação e contra a proposta de reforma da Previdência que vai impedir o acesso à aposentadoria de milhões de brasileiros e brasileiras.

A comunidade estudantil organiza um novo ato para 30 de maio, que também será mais um esquenta para a grande greve geral.