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EDIÇÃO # 16
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Inclusão e reforma da Previdência na pauta do Ciclo nesta 5ª feira

Por Auris Sousa | 16 jul 2019

O 40º Ciclo de Debates será encerrado nesta quinta-feira, 18, com a discussão sobre a reforma da Previdência e sobre a inclusão de pessoas com deficiência. Desta vez, o debate acontece na sede, a partir das 18h30.

Será lançada a versão digital da cartilha “Inclusão é Atitude. Qual é a tua?”. A inclusão no mercado de trabalho também o assunto da palestra de José Carlos do Carmo, da Superintendência Regional do Trabalho. Já os detalhes sobre a reforma da Previdência serão o assunto de Vitor Pagani, do Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconomicos). Participe!

Daniele Correa, do Diesat, ressalta redução mo valor das aposentadorias

Com reforma, aposentadoria vai encolher e pobreza aumentar

A reforma da Previdência vai empobrecer o trabalhador brasileiro e enricar os bancos. Esse é um dos consensos dos palestrantes dos dois primeiros dias de Ciclo de Debates, realizados nas subsedes de Taboão da Serra e de Cotia, nos dias 4 e 11 de julho.

Em Taboão, o advogado Antonio Rebouças criticou a destruição da seguridade social, parte essencial da Previdência atual. “O sistema que querem implantar é falho. Na Previdência, a aposentadoria é para sempre. No privado, é até um certo momento, depois adeus. Quem ficar doente, por exemplo, vai ter proteção por alguns meses, depois tchau e benção, não vai mais receber. Tem outros interesses por trás deste sistema [de capitalização], o que estão fazendo é para beneficiar bancos”, enfatiza Rebouças.

Em Cotia, a técnica do Diesat, Daniele Correa, acrescentou que a reforma vai gerar miséria. Isso porque 95% dos aposentados recebem até dois salários mínimos e a reforma acaba com a atual política de reajuste do benefício, com base no valor do salário mínimo. Ou seja, não haverá mais garantia de correção do valor das aposentadorias. 

Ao mesmo tempo, o valor dos benefícios deixará de ser calculado de acordo com a média das 80 maiores contribuições para ter como base todas as contribuições ao longo da vida do trabalhador. Mas, para receber o valor total a que tem direito o trabalhador terá de contribuir por 40 anos. Se só conseguir pagar por 15 anos, vai receber apenas 60% do valor a que teria direito. “Vai ser um genocídio”, arrematou Daniele.

Esses prejuízos permanecem, apesar das mudanças feitas no projeto na última semana.

Os encontros também abordaram assédio moral, ameaças às normas regulamentadoras e retrocessos em saúde e segurança.