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EDIÇÃO # 25
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AI-5 representa endurecimento da ditadura, com censura, tortura e mortes

Por Auris Sousa | 06 nov 2019

No Chile, repressão é dura sobre manifestantes

Em entrevista ao canal de YouTube da jornalista Leda Nagle, o deputado federal Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) defendeu um novo AI-5, caso haja uma radicalização das esquerdas no Brasil.

A resposta veio no contexto das manifestações que ocorrem no Chile, onde o estopim para a revolta foi o aumento das passagens do metro e ganhou proporções históricas, já que a população está revoltada com o empobrecimento das políticas neoliberais que achatam os ganhos, especialmente dos aposentados, e cobra para ter acesso a direitos básicos, como Saúde e Educação. Como não se revoltar e protestar diante de tais condições?

As políticas colocadas em prática no Chile são exemplo para o guru da Economia de Bolsonaro, o ministro Paulo Guedes, e também em termos de autoritarismo, já que a família Bolsonaro é admiradora de ditadores sanguinários, como o chileno Augusto Pinochet.

A admiração ao autoritarismo extrapola e transparece nas declarações do presidente e seus filhos. Ao defender um novo AI-5, Eduardo defende a censura, a tortura, a perseguição política, a falta de debate, a caça a todos que possam se posicionar de forma crítica ao governo de seu pai; pois foi tudo isso que o Ato Institucional nº 5, de 13 de dezembro de 1968, significou.

Graças ao fim da ditadura e a conquista da Democracia, hoje temos acesso a livros, filmes e documentários que contam a história deste período. Confira nossas dicas (abaixo) para conhecer mais sobre o que realmente foi a ditadura civil-militar no Brasil.

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