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EDIÇÃO # 38
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Democracia, resistência e luta

Por Cristiane Alves | 30 out 2018

O respeito à vontade soberana das urnas, do voto popular, é uma das conquistas da luta de tantos homens e mulheres que se dispuseram a se organizar e lutar contra a ditadura que, por 21 anos, cerceou todas as liberdades em nosso país, entre eles, a liberdade de manifestação e ao ato fundamental de votar e escolher nossos representantes.

Embora não fosse a nossa opção, respeitamos a decisão das urnas, cuja maioria  decidiu eleger Jair Bolsonaro (PSL) Presidente da República. E defendemos que este respeito prevaleça em todas as relações do governo com a população e desta com seus representantes. Na Democracia, muitas vezes o poder de argumentação, a razão, não são suficientes para convencer o outro que a sua posição é a melhor. Temos de respeitar a decisão da maioria e, ao mesmo tempo, essa maioria precisa compreender e também respeitar o posicionamento daqueles cujas posições não foram vencedoras. E é com respeito a Constituição, às instituições e a todos os brasileiros que esperamos que o governo de Jair Bolsonaro se comporte. E governe para todos.

Os desafios são enormes. São mais de 13 milhões de desempregados, que precisam retornar ao mercado de trabalho, mas sem que tenham seus direitos precarizados. Estamos prestes a voltar ao Mapa da Fome – campanhas como Natal sem Fome estão de volta para garantir o mínimo a dezenas de brasileiros. A Saúde e a Educação continuam relegadas ao segundo plano. Assim como crescem os índices de violência deixando claro que é necessário rever a política de Segurança Pública. Também é uma questão a resolver o problema de acesso à moradia, principalmente aos mais pobres. Desafios urgentes de uma população e um país que têm amplo potencial, mas que esbarram em problemas há muito já resolvidos por economias desenvolvidas.

Tudo isso deixa explícito que ou a classe trabalhadora se organiza para resistir ou vai ser alvo de um massacre ainda maior do que aquele apenas iniciado no governo Temer. Não podemos permitir. Independentemente de quem esteja no comando do governo, o nosso papel, enquanto Sindicato, é defender os interesses dos trabalhadores, de forma organizada e democrática. Por isso, conclamamos a todos os trabalhadores e trabalhadoras a luta por seus direitos. Disso depende o nosso futuro e o de nosso país.

Seguiremos firmes na luta, defendendo os direitos dos trabalhadores, as riquezas naturais de nosso país, um Estado laico, democrático e um Brasil soberano.

Diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e Região