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50 anos de Sindicalismo em Osasco
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“Martelo” é homenageado pelo Sindicato

Por Auris Sousa | 23 jul 2013

Nesta terça-feira, 23, o Sindicato completa 50 anos de história e de luta pela garantia e ampliação dos direitos dos metalúrgicos. Logo, um de seus principais símbolos não poderia ser esquecido: o “Martelo”. Para resgatar e apresentar para a categoria o que era o martelo, segue uma breve demonstração:

É isto companheiros. Criado em 1973, o Martelo era uma seção do Visão Trabalhista que destacava o descaso de empresas com os direitos e saúde dos trabalhadores. Logo, martelava tudo aquilo que não agradava a categoria, como o não fornecimento de uniformes, não pagamento de PLRs, falta de prevenção de acidentes, CIPA não atuante, entre outros.

Nada passava despercebido, principalmente, os desrespeito que alguns trabalhadores sofriam. Como, por exemplo, quando, em 1975, a metalúrgica Cobel recebeu uma martela por deixar o banheiro trancado. A medida fazia com que os trabalhadores que sentissem vontade de ir ao banheiro fossem obrigados a ir pedir a chave para o encarregado e depois de usá-lo devolvê-la.

Em 19759, a Brasprensas também não se livrou de das marteladas. A metalúrgica não permitiu que os trabalhadores entrassem com o Visão Trabalhista. A empresa teve esta postura porque naquela edição o Martelo havia criticado o “banheiro quebrado e comida ruim” oferecido aos companheiros.

Como vocês podem ver, nada fugia dos olhos do Martelo. Por volta de 1983, a seção passou a usar o slogan: “Mexeu com você, mexeu comigo!” e mais tarde passou se chamar “Marteladas” até 1996, último ano em que a sessão esteve impressa no jornal.

Indiferente da forma que aparecesse ou que fosse apresentada, a seção foi um avanço no diálogo entre o Sindicato e a categoria, como também deu início ao compromisso do Visão Trabalhista de incentivar o debate, de questionador os atos das empresa e dos governos e, sobretudo, de defender os metalúrgicos.

Neste sentido, podemos dizer que o Martelo até hoje faz parte do jornal  e que o slogan “Mexeu com você, mexeu comigo!”, é mais atual do que nunca.