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Metalúrgicos da região de Taboão da Serra se organizam por pauta de reivindicações

Por Auris Sousa | 14 out 2020

A quarta-feira, 14, amanheceu movimentada nas portas das fábricas de Taboão da Serra, Itapecerica da Serra e Embu das Artes. Trata-se do mutirão de assembleias que reforçou a mobilização de diversos metalúrgicos, como os que trabalham na Cinpal, Spaal, Dinatécnica, Conaut, Krohne, Zonal Sul/ Esquadrisul, Blum, Minor, Flório e Bomax.  

“Hoje, toda diretoria estava mobilizada na região de Taboão da Serra para fazer uma bateria de assembleias. Os trabalhadores atenderam ao nosso chamado e agora vamos para os próximos passos para reforçar ainda mais a nossa mobilização”, disse o diretor Marcelo Mendes, um dos organizadores da mobilização na região.

Este é o quinto dia do mutirão que organiza a categoria para pressionar os patrões a atenderam a pauta de reivindicações da categoria até a data-base, que é em 1º de novembro. Caso contrário, não é só o reajuste salarial que estará sob ameaças, mas também todos os direitos previstos na Convenção Coletiva.  

Classe Trabalhadora Unida 

“Temos que correr atrás para não perder os nossos direitos. A empresa aqui não parou e tem condições de dar reajuste e renovar nossos direitos”, avalia um companheiro da Conaut.

Outro da Dinatecnica tem o mesmo pensamento: “Ultimamente só temos prejuízos. Por isso que temos que fortalecer o Sindicato e fortalecer os trabalhadores para termos os nossos direitos respeitados”.

Durante as assembleias, os trabalhadores ficaram por dentro dos desafios da luta. A renovação da Convenção Coletiva é uma das principais reivindicações que compõe a pauta. Isso porque a Convenção Coletiva blinda a categoria de retrocessos como a terceirização da atividade fim da empresa. Além disso, também possui inúmeras garantias que são superiores aquelas definidas em lei.

“Mostrar o nosso poder de mobilização é importante para pressionar os grupos patronais a atenderem a nossa pauta de reivindicações. Na mesa de negociações, temos enfatizado que a categoria está disposta a lutar para defender os seus direitos”, explica o secretário-geral do Sindicato, Gilberto Almazan, eleito presidente para o próximo mandato do Sindicato.

Uma companheira da Spaal concorda e destaca a importância da classe trabalhadora lutar por seus direitos: “Temos que estar sempre atentos a tudo, não podemos deixar os nossos direitos nas mãos dos patrões e do governo. Temos que ter consciência disso, saber que esta em nossas mãos o destino nos nossos direitos e lutar por eles.”

Unidade – A pressão pela pauta de reivindicações da categoria também acontece em fábricas de São Paulo, Guarulhos e do interior paulista. Isso porque os metalúrgicos do Estado de São Paulo negociam de forma unificada e organizada pela Federação dos Metalúrgicos, filiada à Força Sindical. Ao todo, são cerca de 800 mil trabalhadores em Campanha Salarial.

 

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