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Metalúrgicos dizem “Não” a reforma da Previdência

Por Auris Sousa | 22 mar 2019

Os metalúrgicos de Osasco e região estão mobilizados para defender uma Previdência pública, justa e digna para todos. Por isso participaram nesta sexta-feira, 22, do Dia Nacional de Luta em Defesa da Previdência, e deixaram claro que não vão aceitar a reforma da Previdência.

Os protestos de hoje organizaram os companheiros das principais fábricas da região, entre eles os que trabalham na Belgo, Cimaf, Top Service, Nótria, Crismoe, Cinpal, Alvenius, Wap Metal, e dão sequência a mobilização permanente da categoria contra os prejuízos que os trabalhadores brasileiros sofrerão, caso a reforma seja aprovada da forma que esta proposta pelo governo.

Para os metalúrgicos está claro que esta reforma, se aprovada, vai restringir o acesso à aposentadoria e reduzir o valor dos benefícios, em especial dos trabalhadores mais pobres. “Os metalúrgicos de Osasco e região já entenderam que é necessário fortalecer a luta contra a aprovação desta reforma. Por isso, desde o início do ano, estamos em mobilização permanente em defesa da Previdência”, ressalta o presidente do Sindicato, Jorge Nazareno.

Atos regionais – Além das assembleias, a diretoria também participou de atos organizados por lideranças sindicais e sociais em Osasco e Taboão da Serra. Neles, os dirigentes alertaram a população sobre as principais mudanças da reforma e os riscos, que elas trarão a todos os brasileiros.  

A vice-presidente do Sindicato, Monica Veloso, destacou também a importância da população defender a soberania brasileira. “Estamos vendo o nosso país ser entregue aos grandes investidores. Enquanto nós estamos aqui numa luta para chamar a atenção da sociedade para dizer que a Previdência Pública é um patrimônio de todos, os trabalhadores lutaram para ter esta Previdência. Este é o nosso patrimônio que será tirado de nós para ser entregue a quem?”

O secretário-geral, Gilberto Almazan, também falou a necessidade de acabar com as privatizações no país. “Já estão entregando e privatizando uma série de bens do povo brasileiro e, agora, querem também privatizar a Previdência Social. Nos, quanto brasileiros, precisamos deter isso. O povo brasileiro precisa ter noção de nação e de classe trabalhadora e impedir que este governo faça isso”, ressaltou.

Com o mesmo tom, o diretor Marcel destacou em Taboão a importância da unidade em defesa da aposentadoria. “Ou fortalecemos a mobilização contra estas mudanças, ou seremos obrigados a trabalhar até morrer. E, se depender do atual governo, com menos direitos ainda. Não podemos permitir nenhum retrocesso”, destacou ele, que completou: “Nós aceitamos discutir uma reforma justa que acabe com os privilégios, e que cobre àqueles que devem à Previdência”.

Durante os atos, os dirigentes chamaram a população para participar do protesto que vai acontecer a partir das 17h na Avenida Paulista, onde também haverá protestos contra a reforma da Previdência.

Temos que nos contrapor, barrar esta reforma da Previdência. Entendemos que ela é desigual, privilegia uma minoria e prejudica os trabalhadores, principalmente os mais pobres. Retira direitos até mesmo de pessoas que dependem do BPC, é tão injusta que não tem consenso nem mesmo na base de apoio do governo”, destacou o presidente do Cisor (Conselho Intersindical de Saúde de Osasco e Região), José Elias de Gois.