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Campanha Salarial 2018
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Metalúrgicos driblam quadro difícil e fecham reajuste de 5% com Autopeças, Simefre e Sinafer

Por Auris Sousa | 13 nov 2018

Mesmo com um cenário difícil, com a reforma trabalhista e desemprego crescente, os metalúrgicos de Osasco e região conquistaram avanços na Campanha deste ano. No sábado, 10, companheiros de diversas fábricas da região participaram de assembleia geral na sede do Sindicato e aprovaram o reajuste salarial de 5%, incluso aumento real, e a renovação da Convenção Coletiva. O acordo foi negociado pela Federação dos Metalúrgicos de São Paulo com o setor de Autopeças (Grupo 3), e de equipamentos rodoviários e ferroviários, metais e ferramentas, representados pelos sindicatos patronais Simefre e Sinafer.

Companheiros da Metalsa estão com a Convenção Garantida

O acordo negociado e aprovado pela categoria é uma grande vitória dos metalúrgicos de todo o estado de São Paulo, que se organizaram e fortaleceram a luta em defesa da Convenção Coletiva, que para o setor de autopeças terá validade de dois anos, e do reajuste. Em Osasco, por exemplo, desde julho os trabalhadores se reúnem em seminários e mutirão de assembleias realizado nas fábricas da região.

“Os patrões não queriam renovar várias cláusulas importantes, como a estabilidade para acidentados. Sem ela, pelo menos 8 mil trabalhadores em todo estado seriam prejudicados, e isso não poderíamos aceitar”, explicou o secretário-geral do Sindicato, Gilberto Almazan.

A proposta agradou os companheiros presentes na assembleia geral. “Em comparação com o ano passado foi bem melhor”, disse um companheiro da Spaal. Uma companheira da JL Capacitores concordou. “Superou as expectativas, estava esperando o mesmo índice do ano passado”, quando o reajuste foi de 1,80%.

Demais grupos – As negociações prosseguem com os demais setores, como Grupo 2, 19-3 e 10, e o acordo fechado com o setor de autopeças será parâmetro mínimo. Por isso já na segunda-feira, 12, o Sindicato começou a reforçar o protesto, durante assembleias de mobilização dos trabalhadores nas fábricas, informando sobre as negociações para o reajuste salarial, que estão na reta final, mas não concluídas.

“O objetivo é fazer com que as empresas pressionem os seus sindicatos para o fechamento do acordo salarial”, explicou Almazan.