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Metalúrgicos entregam pauta de reivindicação à Fiesp

Por Auris Sousa | 27 set 2018

Na manhã desta quinta-feira, 27, representantes dos 53 sindicatos filiados à Federação dos Metalúrgicos do Estado de São Paulo se reuniram na Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), em São Paulo, para entregar a pauta de reivindicações da categoria ao sindicato patronal. Na quarta, 26, a pauta foi entregue ao setor de autopeças, e hoje já está nas mãos dos demais grupos patronais, como G2, G3, Fundição, Fiesp.

A entrega marca um grande passo da Campanha da categoria, que tem data base em 1º de novembro. Isto porque nos próximos dias as negociações serão iniciadas. Nossa luta é pela manutenção da Convenção Coletiva de Trabalho. A pauta também reivindica a garantia de que o Sindicato acompanhe as homologações, a proibição da terceirização nas atividades fins e o contrato intermitente, entre outros pontos.

Dirigentes sindicais entregam pauta que prioriza as cláusulas da Convenção Coletiva

“Precisamos fortalecer a nossa luta, intensificar a organização nas portas de fábricas, nas atividades do Sindicato, debater, esclarecer, discutir os nossos desafios e nossas estratégias de luta porque as negociações não serão fáceis”, avalia o secretário-geral do Sindicato, Gilberto Almazan, que representou a entidade na entrega da pauta junto com os diretores Everaldo dos Santos, João Batista e Rafael Alves.

Durante a entrega da pauta, o presidente da Federação, Eliseu Silva Costa, disse que a “expectativas dos trabalhadores é muito grande para tentarmos fechar a campanha até a data base. Esperamos fechar o mais rápido possível as negociações para passarmos tranquilidade para a classe trabalhadora. Sabemos do momento que vivemos e da responsabilidade de todos para tentarmos levar o melhor para os trabalhadores”.

De olho também no pós campanha, Miguel Torres, presidente da CNTM (Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos), já destacou a importância de pensar um projeto nacional de desenvolvimento. “Temos que pensar na geração de emprego, para que possamos ter futuro. Todas as medidas que o governo vem tomando são medidas de tirar o peso da indústria no PIB (produto interno bruto), está fazendo acordos comerciais, assinando novo marco regulatório do setor automotivo que vai praticamente acabar com muitas empresas em detrimento dos importados, precisamos começar a pensar no país que queremos”, ressaltou.

O cenário só reforça a nossa disposição de luta que a categoria deverá ter para defender e manter seus direitos.