FIQUE SÓCIO!
Notícias
COMPARTILHAR

Metalúrgicos lembram vítimas de acidentes de trabalho

Por Cristiane Alves | 02 maio 2018

Quando a intenção de lucro se sobrepõe a preocupação com a vida, os maiores prejudicados são os trabalhadores. E o que a gente pode fazer para se defender? Se organizar para cobrar a prevenção de acidentes de trabalho. Esse foi o recado fundamental do ato que homenageou as vítimas de acidentes de trabalho, no sábado, 28, na sede. 

O auditório ficou lotado de trabalhadores e lideranças sociais comprometidas com o enfrentamento dos acidentes de trabalho, que só em 2016 vitimou 700 mil trabalhadores. “Nós temos de estar preparados para defender os trabalhadores dessa lógica de sobrepor o lucro à vida”, defendeu o presidente do Sindicato, Jorge Nazareno. Cada uma das vítimas foi homenageada com velas acesas em suas intenções.

Outro momento importante foi o lançamento do livro “De que adoecem e morrem os trabalhadores na era dos monopólios”, com a presença do médico Herval Pina Ribeiro, organizador da publicação, e do economista e professor da Unicamp, Dari José Krein, autor de um dos artigos. “Acidente de trabalho é um problema muito maior do que imaginamos: é um genocídio”, resumiu Herval.

Genocídio que tende a se agravar com as mudanças impostas pela reforma trabalhista, que precariza direitos e aumenta as possibilidades de exploração da força de trabalho. “A reforma trabalhista combinada com as mudanças tecnológicas vão criar um ambiente mais propício para o adoecimento porque vão deixar o trabalhador em situação mais vulnerável, mais insegura, mais tensa”, prevê Krein.

Pensando nisso, lideranças de categorias como químicos, construção civil, técnicos de segurança, se somaram ao nosso Sindicato no compromisso de construir uma agenda de trabalho para cobrar o combate aos acidentes, por parte das autoridades públicas e das empresas. “Vamos nos encontrar até o dia 10 de maio para construir essa agenda”, propôs o secretário-geral do nosso Sindicato, Gilberto Almazan.