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Metalúrgicos se mobilizam para resistir a retirada de direitos

Por Cristiane Alves | 03 set 2019

A categoria se prepara para resistir à pressão sobre os direitos da Convenção Coletiva. No último sábado, 31, aconteceu a segunda rodada de seminários, desta vez reunindo os trabalhadores de Osasco, Jandira, Itapevi, Cotia e Vargem Grande Paulista, na sede e na Subsede de Cotia.

Logo no início do seminário na sede, o presidente do nosso Sindicato, Jorge Nazareno explicou: “A campanha acontece num cenário complexo, em que o país cresce só 0,4%, o que não é suficiente para gerar empregos de qualidade, as vagas geradas são precárias”, alertou.

O técnico do Dieese José Silvestre Oliveira do Prado, explicou que são gerados mais empregos precários (trabalho temporário, intermitente, autônomo) que devidamente regulados pela CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas): 42.320 postos de trabalho desprotegidos, contra 34.992 protegidos, até o segundo trimestre deste ano.

Gráfico do Dieese mostra crescimento do trabalho precário no Brasil

O dado deixa claro o impacto da crise econômica e da precarização de direitos com a reforma trabalhista, que legalizou formas de contratação precárias. Bem diferente da tal “modernização” prometida pelos governos Temer e Bolsonaro.

Os trabalhadores se mostraram preocupados com a possibilidade da precarização se espalhar pela categoria. “Se tirarem a estabilidade do acidentado vai ser um problema porque ninguém sabe do dia de amanhã”, disse um companheiro de Osasco. Para outro metalúrgico, o caminho é a unidade dos trabalhadores “Tem que trazer todo mundo para luta, inclusive os terceirizados e chegar na empresa e passar as informações para quem não veio”, orientou.

Silvestre também detalhou o conjunto de medidas aprovadas pelos governos Temer e Bolsonaro, as quais desmontam os direitos sociais garantidos pela Constituição de 1988, a começar pela Emenda 95, aprovada no governo Temer, que limita os gastos com áreas como Saúde e Educação e que, ao fim, não contribui com geração de empregos, tampouco com o desenvolvimento.

Silvestre aponta sucessão de medidas dos governos Bolsonaro e Temer que desmontam a Constituição