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Mobilizações em prol de direitos marcam o VT

Por Felipe | 07 nov 2018

Por inúmeras vezes, greves e protestos foram e são estampados nas páginas do “Visão Trabalhista”.  As lutas não se resumem a apenas em mobilização pela PLR (Participação nos Lucros e Resultados), mas também por cumprimento e ampliações de direitos.

Um dos acontecimentos que marcaram a categoria e também o VT foi a mobilização dos trabalhadores demitidos da Cobrasma. Eles se uniram para pressionar os patrões e receber as suas verbas rescisórias. A pressão e insistência foram tão fortes, que em junho de 2002, o VT divulgou a vitória dos trabalhadores. Após anos e graças a um processo ajuizado pelo Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e de Campinas, a Cobrasma foi determinada pela Vara do Trabalho de Sumaré a passar a posse de seu prédio em Hortolândia aos trabalhadores. A decisão beneficiou aproximadamente 1,2 mil metalúrgicos.

 

Na manchete, milhares de metalúrgicos vão até a FIESP entregar a pauta e pressionar os patrões.

Em setembro de 2007, a entrega da pauta de reivindicações na sede da Fiesp (Federação das Industrias do Estado de São Paulo) também foi pauta do VT. Com a intenção de garantir o aumento real e assegurar a ampliação de direitos na Convenção Coletiva, cerca de 5 mil metalúrgicos da região de Osasco, da Grande São Paulo e do Interior foram em passeata até a Fiesp para entregar a pauta aos patrões. 

 

4ª Marcha da Classe Trabalhadora é destaque no VT.

Em dezembro do mesmo ano, a 4ª Marcha da classe trabalhadora à Brasília também foi destaque no periódico. A passeata, que contou com a participação de ao menos 40 mil pessoas, exigia as 40 horas, ratificação das convenções 158 e 151 da OIT (Organização Internacional do Trabalho), que coíbem demissões por justa causa e asseguram o direito a negociação sindical aos servidores públicos. 

Já em 2010, foi constante no VT a mobilização dos metalúrgicos em prol do trabalho decente. Uma expressão disso foi a luta dos trabalhadores da Facobras, de Barueri, que procuraram o Sindicato, em abril, para denunciar o desrespeito da empresa em relação a seus direitos. Umas das agressões mais graves apontadas pelos companheiros foi o controle sobre a frequência em que podiam ir ao banheiro. Posturas autoritárias da chefia fizeram com que, no mesmo mês, a Rayton, Jandira, entrasse em greve contra as agressões verbais do chefe. 

 

Greve da Rayton contra intransigência do patrão é notícia para toda a categoria.

O VT também acompanhou a mobilização dos metalúrgicos da MRC, de Taboão da Serra. Em setembro de 2011, os companheiros ficaram 12 dias de greve por PLR, melhoria dos alojamentos, entre outras reivindicações. Eles chegaram a fazer panelaço na frente do maior cliente da empresa, a Petrobras. Só depois disso é que conseguiram dialogo com a empresa.