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“Não há uso seguro para o amianto”, diz Fernanda Giannasi, durante Live Intersindical

Por Auris Sousa | 27 abr 2020

Alex da Força e Fernanda Giannasi iniciaram nesta segunda-feira, 28, a Live Intersindical

O amianto, que volta a ser extraído em Goiás, traz sérios riscos à saúde do ser humano. Foi isso que Fernanda Giannasi, da Abrea (Associação Brasileira dos Expostos ao Amianto) explicou durante a primeira Live Intersindical, que aconteceu nesta segunda-feira, 27, ao vivo no Instagram.

“Não há uso seguro para o amianto”, disse Fernanda Giannasi na transmissão, que faz parte de três lives organizadas pelos sindicatos e Associações da região de Osasco para marcar o Dia Mundial em Memória das Vítimas de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho, lembrado em 28 de abril.

Durante o bate-papo, o diretor do Sindicato Alex da Força e Fernanda lembraram a atuação do Sindicato na luta pelo banimento da fibra na região. Usado principalmente na construção civil, em telhas, caixas d’água e tubulações, o amianto é tão perigoso que adoeceu até as esposas dos trabalhadores apenas por lavarem suas roupas. Esta observação, inclusive, foi feita por uma das pessoas que acompanharam a Live pelo Instagram.

A contaminação é tão perigosa que já provocou milhares de mortes em todo o mundo. Mas, infelizmente, as vidas perdidas não foram suficientes para barrar a extração, comercialização e exportação no Brasil. A luta pelo banimento foi essencial e já dura mais de 30 anos. Apesar dos avanços, em 2019 com a “Lei Caiado” – que libera a exportação da fibra em Goiás, a ambição do capital mostrou que a batalha contra o amianto precisa ser permanente.

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, ignorou a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal), que em 2017 suspendeu a produção, a venda e o uso de amianto no Brasil.  Uso e manipulação que também são desaconselhado pela OMS (Organização Mundial da Saúde) por trazer graves prejuízos à saúde humana.

Alex da Força também chamou atenção para uma mensagem enviada por um participante: “Aqui, em Minas Gerais, tem centenas de pessoas contaminadas porque os órgãos não fiscalizam”. Fernanda, então explicou que a Abrea está acompanhando “o drama que está se vivendo em Pedro Leopoldo. É uma situação de abandono dos trabalhadores da Precon, ex-funcionários da Precon. É uma situação lamentável, e um abandono. A gente está tentando ver se alguns hospitais acompanham eles mais de perto”.

A Live foi pensada num formato para manter o debate aberto na região de Osasco, mesmo durante o distanciamento social em virtude da pandemia, e foi além: ultrapassou o estado de São Paulo num debate rico de informações e contou com a participação de dirigentes sindicais de outras categorias e de fora da região.

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