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Negros ainda ainda são maioria entre os desempregados e recebem menos

Por Auris Sousa | 20 nov 2019

Apesar dos negros representarem 50,3% dos estudantes de ensino superior da rede pública, em 2018, eles ainda são maioria entre os desempregados, recebem menos, têm menor representação parlamentar e são as principais vítimas de homicídios no país. Os dados fazem parte do estudo Desigualdades Sociais por Cor ou Raça no Brasil, divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), na semana passada.  

A maior distância ocorre quando comparados às mulheres pretas ou pardas, que recebem menos da metade do que os homens brancos (44,4%)

No mercado de trabalho, por exemplo, pretos e pardos (classificação usada pelo IBGE) representam 64,2% dos desempregados e 66,1% dos chamados subutilizados. Quase metade (47,3%) estava em ocupações informais, ante 34,6% dos trabalhadores brancos. Já o rendimento médio mensal dos brancos (R$ 2.796) é 73,9% superior ao de pretos e pardos (R$ 1.608). A maior distância ocorre quando comparados às mulheres pretas ou pardas, que recebem menos da metade do que os homens brancos (44,4%).

A desigualdade se revela também no item distribuição de renda. Os pretos ou pardos representam 75,2% do grupo populacional que têm os menores rendimentos. E são apenas 27,7% dos 10% da população com maior renda.

Além disso, eles são mais atingidos pela violência, como mostram os indicadores. “Em todos os grupos etários, a taxa de homicídios dos pretos ou pardos superou a dos brancos”, aponta o IBGE. Em 2017, a taxa de homicídios para para pretos ou pardos de 15 a 29 anos, por exemplo, chegou a 98,5, ante 34 dos brancos. Para jovens pretos ou pardos do sexo masculino, chega a 185.

Também não há igualdade de cor ou raça na representação política, apenas 24,4% dos deputados federais, 28,9% dos deputados estaduais e 42,1% dos vereadores eleitos eram pretos ou pardos.