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Live lança livro sobre trabalho inclusivo e mostra que o futuro é agora

Por Auris Sousa | 06 abr 2021

Quando o assunto é inclusão e garantia de direitos, o olhar não deve estar apenas para o futuro, mas também para o agora. Este foi o recado passado nesta terça-feira, 6, durante live de lançamento do livro “Tornando inclusivo o futuro do trabalho da pessoa com deficiência”, organizada pelo Espaço da Cidadania e seus parceiros pela inclusão.

O livro é repleto de informações e cases reais, traz tendências, desafios e oportunidades para o futuro do trabalho inclusivo. Ele é uma publicação conjunta da Fundação ONCE e da OIT (Organização Internacional do Trabalho). No Brasil, é lançado em português pela Santa Causa Ideias & Projetos, com a tradução do consultor e pesquisador Romeu Sassaki.

Futuro do Trabalho da pessoa com deficiência norteou discussões na live

“Este livro foi escrito antes do surgimento da pandemia da covid-19, mas por coincidência ou, melhor, por consequência direta do progresso da OIT, o livro será útil para solucionar hoje e no futuro os terríveis estragos que o novo coronavírus tem imposto as pessoas com deficiência ou as pessoas em geral no Brasil e no mundo”, destacou Sassaki.

Roda de Conversa 

Com mediação de Marinalva Cruz, o lançamento contou com um enriquecedor bate-papo sobre o “Futuro do Trabalho da pessoa com deficiência”. Nele, Sassaki, Thaís Dumêt Faria, representante da OIT (Organização Internacional do Trabalho) e Djalma Scartezini, vice-presidente do Instituto EY, compartilharam informações importantes sobre a participação das pessoas com deficiência no mercado de trabalho. Entre elas, as que se referem a inclusão, a gestão de empresas, qualificação e participação das pessoas com deficiência em espaços de decisão, isolamento social e acessibilidade.

Thaís destacou o trabalho e publicações já desenvolvidas pela OIT para fortalecer a inclusão no mercado de trabalho. Também mostrou preocupações com o isolamento social das pessoas com deficiências. Lembrou que, para muitas pessoas com deficiência, ele já existia antes mesmo da pandemia e que a grande preocupação é que este novo isolamento possa gerar retrocessos nos avanços já conquistados.

“Tem uma recente publicação da OIT que chama “Pessoas com Deficiência na resposta a covid-19”, que tem cinco pontos chaves para inclusão. E é que preciso pensar na inclusão agora, antes de acabar a pandemia, senão corremos um risco muito grande de andar para traz”, enfatizou.

Diversidade 

Como uma visão de empresário, mas também de quem sente na pele as dificuldades enfrentadas pelas pessoas com deficiência, Djalma destacou, entre outros pontos, os benefícios que as empresas têm ao tornar o local de trabalho um ambiente diversificado e a importância de garantir uma inclusão de fato, por meio de acessibilidade e ferramentas que permitem isso.

“A gente precisa entender que vai contratar habilidades diferentes, que vão fazer diferença lá na frente. Contratar o diverso é tentar reproduzir a sociedade que a gente vive e ter perspectivas diferentes. A empresa que, ainda hoje, contrata homens brancos, ou seja, a si mesmo, estão fadadas a deixar de existir. Se não mudar a visão, se não deixar as pessoas no centro e não espelhar a sociedade que elas estão inseridas, seja qual for o mercado e país, deixarão de existir”, avaliou.

Mais de 40 pessoas ajudaram na organização da live

O coordenador do Espaço da Cidadania, Carlos Aparício Clemente, citou um estudo do Dieese que mostra que os trabalhadores com deficiência são os mais prejudicados na pandemia e destacou: “Precisamos de informações e atitudes para vencer o preconceito cultural e as barreiras que dificultam oportunidade no mercado de trabalho. O livro vem em boa hora porque muitas coisas do futuro já estão acontecendo agora. O professor Romeu contribui para que o Brasil tenha informações internacionais de qualidade”.

Para o diretor do Sindicato Marcel Simões, uma das mais de 40 pessoas que colaborou na organização da live, “o livro e todo o conteúdo abordado no debate fortalecem as nossas ações para fortalecer a Lei de Cotas e para defender cada vez mais o direito das pessoas com deficiência ao trabalho, o direito de ir e vir, o direito de estarem na carreira que desejarem”.  

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Jornal Visão Trabalhista EDIÇÃO #Ed 8

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