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Miguel Torres
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100 mil mortes

Por Miguel Torres - Presidente da CNTM (Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos)  14 ago 2020

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O Brasil atingiu a triste marca de 100 mil mortes pela Covid-19. Este número, que na realidade pode ser ainda maior, poderia ter sido evitado se tivéssemos um governo responsável e competente para lidar com uma tragédia deste porte.

Mas o que esperar de um presidente da República que ignorou a pandemia, chamando as notícias de histeria e o coronavírus de “gripezinha”?

O que esperar de um presidente que deixa um ministério da Saúde há meses sem ministro, não investe no social e diante da apresentação dos números de mortes usa despudoramente as expressões “e daí?” e “vida que segue”?

Não podemos nós, cidadãos, com conhecimento crítico, seguir os péssimos exemplos deste governo nem abandonar as práticas de prevenção recomendadas e o uso de máscaras.

Devemos também recusar o retorno das aulas presenciais neste momento e dizer aos governadores e prefeitos, que cedem às pressões do mercado, que deste modo eles são tão genocidas quanto o presidente da República.

O movimento sindical brasileiro, atuante e unificado, e os movimentos sociais fizeram na sexta, no histórico 7 de agosto de 2020, significativas manifestações em portas de fábrica e praças públicas, de Luto pelas 100 mil mortes e de Luta pela Vida e pelo Emprego.

Parabéns a todos os dirigentes sindicais e trabalhadores participantes que ajudaram a reforçar na sociedade a necessidade de continuarmos firmes e solidários no enfrentamento coletivo e humanista desta crise.

Vamos continuar a luta pelo auxílio emergencial de R$ 600 até dezembro (“nenhum real a menos”), pela ampliação das parcelas do seguro-desemprego, pelo crédito sem burocracia às micro e pequenas empresas, pela valorização do SUS e dos profissionais da saúde pública e por emprego, trabalho decente, direitos e mais saúde e segurança para a classe trabalhadora nos locais de trabalho.

Dia dos Pais

Às famílias que perderam seus pais ou seus filhos pela Covid-19 ou por outras circunstâncias expressamos nossos mais profundos sentimentos e esperamos que as boas lembranças vividas ao longo do tempo possam minimizar a dor deste momento.

Nossa saudação especial aos Pais Sindicalistas que nas lutas permanentes por suas categorias buscam conquistas que beneficiam inúmeras famílias com melhores condições de vida e colaboram com o desenvolvimento do País. Parabéns, companheiros!

Jornal Visão Trabalhista EDIÇÃO #