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Jorge Nazareno
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A Força dos Trabalhadores

Por Jorge Nazareno - Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e Região 18 jun 2019

A Greve Geral de 14 de junho entrou para a história de luta dos trabalhadores brasileiros como um dos mais fortes movimentos de resistência a retirada de direitos. Vimos num crescente de protestos ao longo do primeiro semestre, com pautas que uniram os trabalhadores e estudantes, especialmente, contra a reforma da Previdência e os cortes no orçamento da Educação.

O movimento de sexta-feira também expõe a força do movimento sindical, capaz de canalizar e articular a resistência dos trabalhadores. E não vamos parar por aí. O governo Bolsonaro não tem nenhuma consideração pelo trabalhador. Nossos direitos, preocupações e pautas não são prioridades para este governo.

Solução para que 13,1 milhões de desempregados voltem a trabalhar? Nenhuma. Solução para que a indústria volte a vender e empregar? Menos ainda. O único mantra que ouvimos é de que é preciso aprovar a reforma da Previdência; mas, lembre-se que o governo Temer – em aliança com os empresários – também promovia a reforma trabalhista como a grande saída para acabar com o desemprego. O resultado é bem diferente.

Vamos agora preparar as novas ações de mobilização e pressão. No último dia 13, a comissão especial da Câmara aprovou o relatório do Samuel Moreira (PSDB-SP), no qual foram retiradas as mudanças no BPC (benefício pago a idosos e pessoas com deficiência) e o regime de capitalização. Mas eles não nos enganam, tais pontos podem muito bem voltar ao longo da tramitação do projeto no Congresso. É preciso ampliar mais e mais a força da resistência.