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Jorge Nazareno
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As verdadeiras distorções

Por Jorge Nazareno - Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e Região 10 fev 2015

O governo diz que precisou mudar as regras para acesso ao seguro-desemprego, auxílio-doença, pensões e outros direitos trabalhistas para corrigir “distorções”. Uma conta que não fecha para eles é a elevação dos gastos com o seguro-desemprego em relação a baixa do desemprego. Mas, já falamos em muitas outras vezes neste espaço, que a explicação está na elevada taxa de rotatividade do mercado de trabalho: demissão e contratação, em outras palavras, muitas vezes, para achatar salário. Essa sim é uma distorção a ser corrigida.

Outra distorção é a concentração de renda em nosso país. Para isso, a nossa reivindicação é a correção da tabela do imposto de renda. O cálculo do sindicato dos auditores da Receita Federal é que a tabela está defasada em mais de 75%. Mas o governo vetou a correção da tabela em 6,5%, quando, na verdade deveria fazer uma correção ainda maior.

É uma distorção o trabalhador sofrer acidente de trabalho e a fiscalização levar meses para chegar ao local. Na contramão, o ministro do Trabalho, Manoel Dias, afirmou, na segunda-feira, 9, na Força Sindical, que vai aumentar a fiscalização eletrônica sobre as empresas. Certamente, a medida atende mais o interesse arrecadatório do que da saúde e da segurança dos trabalhadores.

Por isso, companheiros e companheiras, junto com as centrais, os sindicatos estão preparando uma grande Marcha da Classe Trabalhadora para cobrar que as reais distorções sejam corrigidas e nossos direitos sejam respeitados. Estejam preparados e participem.

Jorge Nazareno
Presidente do Sindicato dos
Metalúrgicos de Osasco e Região
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