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Etelvina Guimarães
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Companheira, a culpa não é sua!

Por Etelvina Guimarães - Diretora do Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e Região 18 mar 2020

Precisamos falar de assédio sexual porque ele existe, inclusive no local de trabalho, e temos que combatê-lo. Mas, antes, precisamos deixar claro que: assédio sexual não é paquera, nem elogio. Que não, é não. E o principal: que a vítima não tem culpa.

Segundo pesquisa da OIT (Organização Mundial do Trabalho), 52% das trabalhadoras brasileiras já sofreram assédio no local de trabalho. Para combater este cenário, no ano passado, a OIT aprovou a convenção 190 contra violência e assédio no trabalho. No entanto, para ser colocada em prática, a ação de todos é fundamental.

As empresas devem desenvolver ambientes saudáveis, onde o respeito à dignidade do outro não seja apenas um discurso vazio, mas algo concreto.

Mulheres, precisamos nos empoderar com informação e dos serviços já existentes para denunciar, dar visibilidade, politizar e romper com o processo de violência. Lembre-se: a denuncia reforça a proteção.

Muitas vezes a denúncia não chega por medo. Um medo que não só impede a mulher de contar o que aconteceu, mas também de se vestir como quer, sair sozinha e, por fim, de lutar por mais igualdade. Reflitam.

Homens, vocês devem se apropriar deste problema. O abuso não se limita aos assediadores e suas vítimas. O combate ao assédio começa na mudança da postura do homem em relação à mulher. Ser contra o assédio é, também, ser contra piadas machistas, ser contra a discriminação da mulher no local de trabalho.     

Companheiras e companheiros, contem com o Sindicato e entendam: a nossa unidade é a solução para combater inúmeros problemas e desafios, inclusive o assédio. Companheira, você não tem culpa. Estamos juntas.