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Jorge Nazareno
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Contra a violência, mais participação social

Por Jorge Nazareno - Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e Região 18 ago 2015

“Na periferia, não tem disparo acidental”, resumiu um jovem em entrevista ao jornal Brasil de Fato. De acordo com a reportagem, o jovem compareceu a Av. Paulista, no domingo, 16, para se manifestar contra a violência nas periferias lembrando os mortos na chacina de Osasco, na quinta-feira, 13, mas foi impedido pelos demais manifestantes. Um problema por si, num protesto que clamava por um país melhor.

Infelizmente, as mortes em Osasco e Barueri chamam a atenção para a região da pior maneira, colocando-a sob a atenção de um problema que é nacional: a violência que impõe a lei do silêncio nas periferias brasileiras, que vitima jovens, negros, trabalhadores.

Ao mesmo tempo, no domingo, os moradores de Osasco se manifestaram contra a violência. A reação não poderia ser outra. Não podemos permitir que tamanha situação gere a sensação de descrença nas instituições, inclusive nas autoridades policiais.

Precisamos participar dos movimentos de moradores, comunitários, das escolas de nossos filhos, da vida da Câmara dos Vereadores, dos sindicatos, dos conselhos municipais, enfim, de todas as esferas onde seja possível discutir políticas públicas que melhorem as condições de vida na cidade e mude o olhar e a forma de agir das autoridades sobre os trabalhadores. A participação social é o maior instrumento que temos nas nossas mãos para cobrarmos Justiça e uma sociedade melhor.

Jorge Nazareno
Presidente do Sindicato dos
Metalúrgicos de Osasco e Região
[email protected]

Jornal Visão Trabalhista EDIÇÃO #12