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Jorge Nazareno
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De olho na renda do trabalhador

Por Jorge Nazareno - Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e Região 26 fev 2015

O governo pretende manter a proposta de correção da tabela do imposto de renda em 4,5%, mas assumiu a possibilidade de dialogar caso a proposta não passe no Congresso. Para nós, trabalhadores, quanto maior a correção da tabela do imposto de renda, maior a possibilidade de aumentar a distribuição de renda em nosso país.

De acordo com o cálculo do Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos) a tabela está defasada em 64,37%. Corrigi-la significa aumentar não só o dinheiro no bolso do trabalhador, mas, também, e consequentemente, os gastos com serviços, produtos produzidos pela indústria, no campo. É contribuir com o crescimento, ainda mais num momento em que tanto se fala de corte de gastos para gerar economia para fazer o país crescer. Parece antagônico.

A proposta que muitos parlamentares vão tentar contrapor é de correção de 6,5%. Para nós, é importante que haja uma correção compatível com a inflação e com o crescimento da economia do país. Mas, além disso, é importante aumentar o número de faixas, proporcionando isenção aos trabalhadores que ganham menos e aumentando a tributação para quem ganha mais. O Dieese propõe a inclusão de duas novas faixas, de 30% e de 35%, atualmente de 27%. É nestes termos que têm de se dar a discussão.

Jorge Nazareno
Presidente do Sindicato dos
Metalúrgicos de Osasco e Região
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