Antonio Carlos Roxo
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E eu vou morrer de rir

Por Cristiane Alves | 03 abr 2018

A formação do Brasil desde as capitanias hereditárias foi de exclusão permanente e com isto se forjou em sua elite o sentimento de direito natural e divino de viver como as elites do primeiro mundo, enquanto o padrão de vida do povão é comparável ao de países africanos pobres.

Nas crises de acumulação do capital é comum jogar por terra muito do que foi conquistado pelos trabalhadores, caso agora da “reforma” trabalhista. Feita por um “governo” golpista, corrupto e antidemocrático, que se vale do apoio dos muito ricos que controlam a riqueza nacional. Mala para cá e para lá, com impunidade escandalosa, a corda está sendo esticada de forma irresponsável pela própria elite.

Mas, luta de classes é luta de classes. E uma hora quando cair a ficha dos milhões de deserdados é possível que as estruturas de dominação e exploração sejam enfrentadas. Não por cima como tem sido feita historicamente no país – apesar de lutas heroicas do povo contra a opressão cujo símbolo maior foi Zumbi dos Palmares -, mas pelo os de baixo que são a imensa maioria. Aí como disse o poeta:

“E eu vou morrer de rir

  Que esse dia há de vir

Antes do que você pensa!”

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