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Jorge Nazareno
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No luto seguiremos a luta

Por Jorge Nazareno - Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e Região 14 ago 2020

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Iniciamos o fim de semana com mais de 100 mil vidas tiradas pela covid-19, desde o início da pandemia. O pior é que, infelizmente, este número está longe de parar de crescer. São mais de 100 mil vidas humanas, 100 mil histórias, 100 mil amores de alguém: pais, mães, filhos, filhas, avôs, avós, irmãos e irmãs.

No luto seguiremos a luta em defesa da vida, do emprego, da renda. A união de esforço se faz necessário porque o cenário atual evidencia não um, mas vários fatores que trazem à tona prejuízos sociais e trabalhistas, resultantes de constantes ataques e cortes de direitos nestas duas esferas.

Na sexta-feira, 7, participamos do Dia Nacional de Luto e Luta pela Vida e Empregos e denunciamos aos trabalhadores nas fábricas e a população durante ato nas ruas que a precarização na área da saúde, constatada pelo congelamento dos recursos federais e a escolha por contratar mão-de-obra terceirizada ao invés de lançar concursos públicos contribuem para o agravamento da pandemia no país. Somado a isso, o negacionismo do presidente e o descaso com o Ministério da Saúde, que segue sem ministro.  

A precarização do trabalho, intensificada após a reforma trabalhista em 2017, também é um dos fatores que agravam a crise. A reforma retirou e flexibilizou direitos dos trabalhadores e não comprimiu com a promessa de geração de emprego. Pelo contrário:  a taxa de desemprego cresceu 24,6% entre maio e julho deste ano e já alcança 13,3%.

Enquanto isso, os movimentos sindical e sociais têm construído alternativas para amenizar os impactos da pandemia, defender direitos trabalhistas e garantir proteção às populações mais vulneráveis, como o auxílio emergencial. Fortaleça esta luta, cobre dos governantes e do Congresso Nacional um outro rumo frente à pandemia. Juntos, em luto, seguiremos em luta por saúde, trabalho e uma vida digna.