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Clemente Ganz
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O futuro do emprego no Brasil

Por Clemente Ganz - Diretor técnico do Dieese 14 ago 2018

O ano de 2018 já passou da metade e a promessa que o governo fez, de crescimento econômico e melhora do mercado de trabalho, se mostrou só uma falácia.

As estimativas de crescimento do PIB caíram de 4% para 1,6% em 2018. No mercado de trabalho, os 1 milhão de empregos formais que seriam gerados neste ano tornaram-se 200 mil. Desse jeito, serão necessários 15 longos anos para repor as vagas fechadas de 2017 para cá – em dezembro de 2016, a taxa de desemprego era de 6,4% e no último semestre estava em 13%. O país tem hoje 13 milhões de desempregados.

A complicada situação econômica também faz com que cresçam o número de pessoas que trabalharam menos de 40 horas na semana e a taxa de desemprego pelo desalento (quando o trabalhador, mesmo precisando, para de procurar ocupação).

Não há sinal de melhora. O resto do ano ainda reserva momentos de emoção com o processo eleitoral. Tomara que a sociedade faça uma escolha que permita que o país mude o rumo e deixe a tragédia para trás. Se isso ocorrer, ainda haverá pela frente a mais dura tarefa do período pós-redemocratização: reparar os grandes estragos gerados pelas inúmeras medidas tomadas pelo governo. Em muitos casos, consertar esses estragos, será bem doloroso. Os empregos e todos os seus atributos de qualidade e proteção devem ser prioridade absoluta.