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Jorge Nazareno
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Política de Estado Mínimo Mata

Por Jorge Nazareno - Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e Região 16 fev 2021

O sinal de alerta está aceso. Como já divulgado por este Sindicato amplamente, o descaso com órgãos públicos voltados a população deixa brasileiros a mercê da própria sorte. Isso quando não mata e não mutila. Na última edição do Visão Trabalhista, temos exemplos que comprovam a situação caótica que estão diversos órgãos por consequência de um Estado mínimo que vem crescendo por todo país.

A volta do Estado Mínimo é apenas um dos retrocessos previsíveis do projeto neoliberal de Bolsonaro. O verdadeiro abandono e sucateamento das Gerências Regionais do Trabalho têm anulado qualquer tipo de fiscalização. Elas simplesmente não acontecem em fábrica alguma. Na primeira edição deste ano do VT, destacamos um acidente na Eirich que feriu um companheiro e matou outro. Pedimos fiscalização com urgência e até agora nada.

Em 4 de fevereiro, mais um acidente na Cinpal vitimou um companheiro. Pela primeira vez na nossa base, um robô provocou um acidente. Cadê a fiscalização? Cadê o comprometimento com a vida e segurança?

Diante dessa política nefasta a saúde pública e a Previdência Social também amargaram. Assim como a Gerência, sofreram constantes perdas de profissionais, sem, contudo, serem substituídos. Deixaram de convocar os concursos necessários para o preenchimento das vagas abertas. Estruturas antigas estão sendo subaproveitadas ou quase estão desativadas por falta de pessoal.

Mobilizado junto com a sociedade organizada, o Sindicato tem participado de atos para chamar a atenção da população para estes problemas. O encerramento de especialidades e hospitais funcionando de portas fechadas, são reflexos do Teto dos Gastos, que congelou a verba para saúde e educação. Esta não é uma particularidade da região ou do estado, se repete em todo o país.

É urgente a realização de concurso público para aumentar o contingente de auditores fiscais. É fundamental que o governo brasileiro reveja a sua estratégia em relação a saúde e de bem-estar social. Para isso, a nossa pressão tem que crescer, para isso temos que nos mobilizar, porque política de Estado Mínimo mata. Contamos com vocês!

Jornal Visão Trabalhista EDIÇÃO #17

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